Leio um pequeno apontamento numa revista, e relembro as palavras do meu avô - o Salazar vai deixar obra feita, estes, os comunas vão deixar o país na miséria. Bem, nem tanto ao mar nem tanto à terra. O apontamento referia que Salazar mandou recuperar e reconstruir muitos monumentos históricos, na determinação de preservação do património histórico, afinal, os testemunhos dos muitos anos deste país. Dois desses monumentos, coincidentemente, visitei-os no passado domingo - a Sé e o Castelo de São Jorge. Não pude deixar de pensar que, alargando o conceito de comuna, aos ditos, e à cambada dos outros partidos que se têm sentado em São Bento desde 1974, e julgando pelos exemplos dados desde essa data até hoje, que muito bem fez Salazar ao recuperar o Castelo, um dos ex-libris da cidade, porque estes de quem falo, certamente o venderiam aos bocados, e no espaço deixado, decerto se ergueria um mega-centro-comercial. Não que eu defenda o Oliveira Salazar, mas neste caso não existem opostos. Invocando novamente o meu saudoso avô - não é porque uma merda cheira menos a merda que outra, que deixa de ser merda.quinta-feira, 29 de setembro de 2011
homens e obras
Leio um pequeno apontamento numa revista, e relembro as palavras do meu avô - o Salazar vai deixar obra feita, estes, os comunas vão deixar o país na miséria. Bem, nem tanto ao mar nem tanto à terra. O apontamento referia que Salazar mandou recuperar e reconstruir muitos monumentos históricos, na determinação de preservação do património histórico, afinal, os testemunhos dos muitos anos deste país. Dois desses monumentos, coincidentemente, visitei-os no passado domingo - a Sé e o Castelo de São Jorge. Não pude deixar de pensar que, alargando o conceito de comuna, aos ditos, e à cambada dos outros partidos que se têm sentado em São Bento desde 1974, e julgando pelos exemplos dados desde essa data até hoje, que muito bem fez Salazar ao recuperar o Castelo, um dos ex-libris da cidade, porque estes de quem falo, certamente o venderiam aos bocados, e no espaço deixado, decerto se ergueria um mega-centro-comercial. Não que eu defenda o Oliveira Salazar, mas neste caso não existem opostos. Invocando novamente o meu saudoso avô - não é porque uma merda cheira menos a merda que outra, que deixa de ser merda.Outono para que te quero
Definitivamente, um Outono com cheiros do seu início, temperado com pedaços, e que pedaços do Verão, é das melhores épocas do ano. A praia é só para mim, não tenho que gramar as conversas, as toalhas, os putos aos berros; o carro não fica lá cú de Judas; e até os 28 graus nem parecem tanto 28 graus. Aproveite-se, que não vai durar muito.quarta-feira, 28 de setembro de 2011
a pérola do jardim

E eis que à boa maneira do portuguezinho alguns vêm por aí defender o personagem. Mas o tuga é assim, de coração mole. Não tivesse eu atravessado tempos de Oliveira Salazar, e iria estranhar tamanha falta de capacidade de análise. Os argumentos são básicos - a obra feita, e a tese do pobre coitado. Que o tipo, o insular, gastou mas fez obras que ali estão à vista de todos (mas não para o bem de todos, ou melhorando o parêntesis, apenas para o bem de alguns, ou muito poucos). Ou, que o tipo, o insular, é um puro (não cubano) e que se houveram desvios, estes foram efectuados pelos abutres que o circundam. A ele, ao insular. Esquecem-se as tristes almas que defendem o personagem, que o dinheirinho que os continentais mandaram para o insular, dava para construir um viaduto da ilha até ao continente. Esquecem-se os defensores deste suposto governante, que a ilha mesmo sendo pequena tem mais que uma região, é mais que o Funchal e arredores, para inglês ver. Que o digam as populações do interior, com décadas de privações, e atraso, agravados pelos flagelos de causa natural, como se não lhes bastasse de tanto mal, serem feudalizados, pelo senhor do costume. Deixa passar esta linda brincadeira... (cante-se em ritmo carioca, que o senhor AJJ gosta de requebrar)
terça-feira, 27 de setembro de 2011
...nd life
Não sei se existe a reencarnação. Tão pouco sei se, a havê-la, podemos escolher o formato em que regressaremos ao mundo. A este mundo. Muito menos sei se, pelo menos podemos dizer ao que não queremos vir. Estas coisas ocultas, das crenças e das religiões, carecem de prova provada. A científica. Aquilo que o meu bisavô decerto apelidaria de bruxedo, hoje é dado adquirido e banal. Exemplos? O micro-ondas aquecer um copo de água em segundos, uma caixinha que desliga o tv à distância, um gajo a falar e a gesticular, aparentemente com ninguém, dentro do carro, e sem tirar as mãos do volante. Estas banalidades de hoje, que decerto arrancariam um vade retro satanás aos nossos antepassados, são dados adquiridos e imprescindíveis para as gentes de hoje. Contudo, no que acima se refere, o oculto, a coisa pia mais fino, porque a bem da verdade, do rigor da verdade, tudo são meras hipóteses, tudo são conjecturas, umas mais credíveis, outras totalmente absurdas, mas todas elas carecendo do factor essencial - a prova da sua existência. Um logro, portanto, pode concluir-se. Cabe-nos, por liberdade individual escolher acreditar, escolher no que, ou em quem acreditar, ter a tal fé. Ou... não. Sendo adepto do método São Tomé, não me privo, mesmo assim, de imaginar cenários improváveis, adepto que sou também de tudo o que é ficção, e neste caso particular, detive os meus pensamentos sobre a reencarnação, e vagueei. Imaginei que algures, num futuro, eu voltava aqui, à Terra, ao meu país, talvez com outro nome que não Portugal, e eu igualzinho ao que sou hoje, nada de orelhas à Dr.Spck. Bem talvez um pouco mais alto, e menos redondo. Encontrava as mesmas belezas naturais que sempre admirara em vida remota. O mesmo mar, os mesmos cheiros, os Outonos, os Verões, as Primaveras e os Invernos, tudo como eu tinha deixado. Imaginei acima de tudo, não encontrar esta cambada de fdp que me f... todos os dias, e me levam o dinheiro para pagar as dívidas que não contraí. Isso sim, seria sair do Inferno e voltar para o Paraíso.segunda-feira, 26 de setembro de 2011
andei enganado
As mazelas deixadas nos meus membros inferiores, após incursão medieval, confirmaram-me que tenho andado enganado, desde que vejo filmes das épocas passadas. Eu e os outros. Quando observamos aquelas cenas, onde poderosos guerreiros, carregados com as suas vestes em malha de ferro, elmos, espadas, escudos e outros adornos de peso, tais como as botorras de cinco quilos cada, galgam os degraus dos castelos em ritmo de dois a dois, e em corrida, é tudo mentira. Porque os gajos eram mais atarracados que nós, e os degraus eram bem mais altos. E se subi-los e desce-los em traje confortável já custa, imagine-se enlatado... Eu sei que os moçoilos não comiam as porcarias que hoje temos de gramar, mas se me vestisse com aquela ferramenta toda, o mais certo era cair no primeiro passo que desse, sem recurso ao degrau, ou entalar internamente alguma saliência do meu corpo, em tão ferrosas vestes. Por isso aqui reafirmo - andei enganado. Encontro-me pois, em modo de descanso de guerreiro, a ganhar coragem para nova batalha, na capital das sete colinas. Até lá, vai-se pedalando para manter a capacidade de resistência.domingo, 25 de setembro de 2011
Lisbon in
Muito me agradou e surpreendeu a minha velha Lisboa neste domingo. A abarrotar de turistas, por tudo quanto era lugar de obrigação turística, e que não se pense que apenas me quedei por vê-los no Castelo de São Jorge e Estufa Fria, locais que elegi para revisitar e fazer uns retratos. Eles, os estrangeiros polvilhavam pela Baixa, Chiado, Rossio, Restauradores, e imagino que nas zonas de Belém, e Jerónimos, o cenário seria igual. De repente julguei-me em Barcelona, de tanta lingua estranha e mesclada que escutei. Questiono-me - será porque o poder de compra deles lhes permite esta invasão; ou será porque tal como aqueles que vão a Cuba, antes que o camarada morra, querem ver o nosso país antes de este deixar de o ser; será porque estavam dois enormes paquetes atracados nos cais, que despejaram toda aquela gente. Que a minha linda Lisboa merece ser palminhada, não duvido, eles que venham, e encham os tantos locais que temos a merecer a visita, e o interesse, porque não fossem, eles, os turistas, e tudo estaria às moscas, porque o tuga, mesmo em crise, não larga as superfícies comerciais, mesmo em dias azuis como o de hoje, mesmo sem cheta para gastar. Bem, verdade seja dita que encontrei alguns lusitanos nas minhas voltinhas - pessoal do norte, carago.sexta-feira, 23 de setembro de 2011
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