Soube hoje, porque uma amizade facebookiana o promoveu, do 85º aniversário de Fidel Castro. Não lhe saberia a condição de Leão no Zodíaco, não fora a mediática aplicação à qual dedico alguns minutos do meu dia a dia. Coincidência infeliz, e por mim apenas falo, ser o dia de aniversário de pessoa a quem muito estimo, mas adelante. Celebrar um aniversário nº85 é sempre motivo de festa, dado que ao ser humeno, lhe são impostas as limitações da natureza. Não esqueçamos contudo o ditado chileno que reza mais ou menos assim - não respeite alguém por ter cabelos brancos, pois os filhos da puta também envelhecem. Não querendo chamar nada ao cubano Fidel, nem para bem nem para mal, pois terão de ser os cubanos a atribuir-lhe juz, e quiçá, a História, apenas aqui deixo postado que a minha experiência vale o meu juízo, que para além de ser meu, tem como fundamentos, entre outros items, o contacto in loquo, e este em mais que uma visita, que mesmo em forma turística, muito gratificante foi, em todos os aspectos, com particular relevância à conquista da confiança de alguns locais, que, de coração aberto, quem sabe porque lhes abri também o meu coração, partilharam os que lhes corria na alma. Foi assim, que entre muitas outras verdades, descobri que a bebida Cuba Libre não existe no léxico cubano. Elas servem-na sim, com o nome de... mentirita. Que Fidel tome uma dessas, e dê um arroto no final, para não se engasgar. É o meu voto, atendendo ao que vi, conferi e escutei, porque quando se visita um país, deve-se beber da sua cultura, das suas gentes, dos seus desabafos, músicas e iguarias, tomando e absorvendo muito mais do que os roteiros nos sugerem, essa é a condição para que valha a pena. A condição afinal, que separa a fronteira entre o ir e viver, ou o ir só para dizer que se esteve lá, confirmando em fotografias de ocasião, mas em conteúdo. Saludo ao povo cubano, e à sua capacidade engenhosa de resistência. Hasta siempre.
sábado, 13 de agosto de 2011
Fidel 85
Soube hoje, porque uma amizade facebookiana o promoveu, do 85º aniversário de Fidel Castro. Não lhe saberia a condição de Leão no Zodíaco, não fora a mediática aplicação à qual dedico alguns minutos do meu dia a dia. Coincidência infeliz, e por mim apenas falo, ser o dia de aniversário de pessoa a quem muito estimo, mas adelante. Celebrar um aniversário nº85 é sempre motivo de festa, dado que ao ser humeno, lhe são impostas as limitações da natureza. Não esqueçamos contudo o ditado chileno que reza mais ou menos assim - não respeite alguém por ter cabelos brancos, pois os filhos da puta também envelhecem. Não querendo chamar nada ao cubano Fidel, nem para bem nem para mal, pois terão de ser os cubanos a atribuir-lhe juz, e quiçá, a História, apenas aqui deixo postado que a minha experiência vale o meu juízo, que para além de ser meu, tem como fundamentos, entre outros items, o contacto in loquo, e este em mais que uma visita, que mesmo em forma turística, muito gratificante foi, em todos os aspectos, com particular relevância à conquista da confiança de alguns locais, que, de coração aberto, quem sabe porque lhes abri também o meu coração, partilharam os que lhes corria na alma. Foi assim, que entre muitas outras verdades, descobri que a bebida Cuba Libre não existe no léxico cubano. Elas servem-na sim, com o nome de... mentirita. Que Fidel tome uma dessas, e dê um arroto no final, para não se engasgar. É o meu voto, atendendo ao que vi, conferi e escutei, porque quando se visita um país, deve-se beber da sua cultura, das suas gentes, dos seus desabafos, músicas e iguarias, tomando e absorvendo muito mais do que os roteiros nos sugerem, essa é a condição para que valha a pena. A condição afinal, que separa a fronteira entre o ir e viver, ou o ir só para dizer que se esteve lá, confirmando em fotografias de ocasião, mas em conteúdo. Saludo ao povo cubano, e à sua capacidade engenhosa de resistência. Hasta siempre.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
music & relax
Inicia-se hoje uma espécie de dois em um, ou mais exactamente um um a seguir a outro. Serão seis dias divididos em duas metades, três dias de toques, aos quais se seguirão os restantes, naquilo que se espera num non fare niente dedicados a umas comedidas extravagâncias, que não têm, não devem e não podem ser de gasto exorbitante. Existe muitas vezes a tendência errada de associar o extravagante ao caro, mas não é nada disso, embora se reconheça que o dinheiro a alguma felicidade ajuda. No meu caso, a coisa está definida nos seguintes termos - a receita musical irá cobrir a despesa do relax. O que equivale a dizer que ao saborear, uma bela salada de crustáceo e salmão fumado, debicando um verde gelado, em frente ao mar, não irei sentir o gasto em euros, mas qualquer coisa como meia dúzia de canções do Veloso, do Palma, do Gonzo, do Eric, dos...
recados
Nos anos setenta, por ocasião da nossa revolução de cravos, existiu um interessante intercâmbio de canções que atravessavam o Atlântico, contendo recados, na forma de mensagens genialmente escritas e cantadas, de lá para cá, o Chico, e de cá para lá, o Paulo de Carvalho. Empolgado com a nossa conquista à liberdade, o Chico manda-nos o fabuloso Fado Tropical um tema forte, de esperança, e com uma alusão simples mas bela à nossa guitarra da fado. Passada que foi a euforia dos cravos, o recado era explícito - já murcharam tua festa, pá. De alguma forma, os recados em forma de cantigas, mantém a sua actualidade. Aquele cujo excerto aqui se transcreve, esse, está actualíssimo, apenas com as devidas correcções, dado que hoje o recado não viria do Chico para o Paulo, mas sim, o inverso. E bastaria modificar o segundo verso para qualquer coisa do tipo - tem muito fado, muito pimba, e festivais. Nos restantes versos, não se muda nadinha.
"aqui na terra estão jogando futebol
tem muito samba, muito choro e rock and roll
uns dias chove, noutros dias bate o sol
mas o que eu quero lhe dizer...
que a coisa aqui está preta"
uns dias chove, noutros dias bate o sol
mas o que eu quero lhe dizer...
que a coisa aqui está preta"
and the winner is...
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
o país das cigarras
Quem entra no nosso país, meio distraído que esteja, ou não tomando atenção às notícias da nossa inquietante situação, decerto lhe custará a crer que estamos como estamos, ou como dizem que estamos, ou como fingimos que não estamos. Atente-se às taxas de ocupação hoteleira, aos corropios das noites bem festejadas, bem comidas e bem bebidas, aos sucessos dos festivais de verão, e pode-se julgar que a crise é ali mais ao lado, ou talvez que o pessoal vive hoje, o que, receia não poder a vir viver amanhã. Comam-se hoja as conquilhas, porque amanhã não sabemos se as há para comer, ou dinheiro para as comprar. Dizem-me pessoas bem informadas, porque afinal é o trabalho deles, que a coisa ficará preta lá para meados de Setembro, piorando em Outubro. Franzo o sobrolho e coço a cabeça. Pois se hoje já correm notícias das milhares de insolvências, das falências de famílias inteiras, do incumprimento das pessoas aos seus encargos, dá que pensar, que devemos ter um país a várias velocidades, onde uns andam sempre a abrir e aparentemente não contam os euros, e outros já não os contam, porque não os têm. Medina Carreira profetizou que iríamos andar à batatada num futuro próximo. Com os exemplos que temos tido de outros países europeus, já se viu que basta uma pequena faísca para a malta se descontrolar. Espera-se que aqui isso não aconteça, porque, diz-se, o povo é sereno. Contudo, não tenho dúvidas nenhumas que se irão revelar as cigarras bem como as formigas, e mais, aqueles a quem nem deram chance de escolher o carreiro, muito menos, à matemorfose.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
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