
terça-feira, 31 de maio de 2011
Modernices

das Distâncias

segunda-feira, 30 de maio de 2011
egoísmos

Se o passado nos visita sem aviso prévio, nem que seja em forma de notícia dada por portador, amigo cumum, de alguém que em tempos passou pela nossa vida, a sensação pode vestir muitas roupas. Podemos querer saber mais, como é, como foi, detalhes, ou simplesmente pensar que não estamos interessados em saber nada. Pura e simplesmente. Existiu em mim um misto de querer saber apenas se tudo estava bem, se tudo seguiu o caminho de final feliz, mas apenas e só essa notícia, e nada mais, junto com o desejo de que o meu interlocutor não tocasse no assunto, e se limitasse a conversas de circunstância. Mas tal não aconteceu. Ele foi directo ao assunto, colocando-me a par de notícias menos boas. Egoístamente, desejei que esta conversa não tivesse acontecido. Porque me deu algum desconforto no meu serão musical, mas afinal o que é um desconforto comparado com o que me foi revelado? Nada. Insignificante. Egoísta me assumo.
este teve outro sabor

sexta-feira, 27 de maio de 2011
praga
A campanha eleitoral cerca-me. Bem me tento desviar dos seus tiros certeiros mas não consigo, eles estão em todo os jornais, nas rádios, nas televisões, nos debates, ora a falar, ora a berrar. Já lhe conheço os tiques todos, os crescendos de voz, as bandeiras agitadas, o vazio de conteúdos das propostas, o falso popularismo. A novidade, é que apesar da certeza de um único trilho certo imposto pelo FMI, os manequins que andam para aí a fazer campanha, alheiam-se disso, e continuam a assobiar para o lado, e mandar umas bocas uns aos outros. Para tristeza minha, o uso destes métodos não perdeu o seu efeito, pois pelo que escuto nos debates que vão por aí, o povo português, é de péssima memória, e alinha nisto como se a coisa fosse uma espécie de campeonato de futebol. Ou seja, a malta não vai votar em consciência, coisa nenhuma. São as papas e os bolos. Eu, pela minha já manifestada posição de chega e basta, e usando um pouco, o mote do belíssimo texto de Oswaldo Montenegro - Metade, por aqui deixo o meu lamento - se todos pensassem como eu penso, os parasitas que nos governam, não ganhariam mais um tostão dos meus impostos, porque metade de mim não votaria na metade que vai à frente nas sondagens, e a minha outra metade, também não votaria, na outra metade que se segue. Porque metade de mim é desilusão, e a outra metade, saturação.
