
... e muito mais que 300.
Gosto de fazer sangrias, de as reinventar. Ontem para um jogo com nuestros hermanos nada mais a propósito, do que uma sangria de luxo. E vá de colocar um tinto acima da média, um Asti, sumo de laranja, ginja, com elas, cachaça, licor, canela, limão, cerejas e hortelã. E não é que a malta limpou mais de três litros daquilo, e se mais houvesse...Com que direito invades os meus sonhos, e te instalas no meu subconsciente, como se nada se tivesse passado, como se nada tivesse desmoronado. Porque surges agora, mesmo que não fisicamente, dar um sinal de ti, como se o teu lugar ainda estivesse quente do teu corpo, e o teu cheiro flutuasse pelas minhas narinas. Não te vou cantar o entre por essa porta agora, e não adianta, se o livro ainda tem o teu cheiro. Certamente que te cantarei a canção tocou na hora errada, se ousares invadir a privacidade dos meus pensamentos, pois tal como te disse em tempo certo, só sei que por aí, não vou.
No rescaldo de um fim de semana recheado de muita música, em ambiente de São Pedro, e uma reunião familiar, de churracada e sardinhada com três gerações presentes, muito se falou de tudo, da sardinha que está grande mas ainda não pinga, do Cavaco que pela primeira tomou a atitude certa, ao ficar longe do funeral de Saramago, da carrada de livros que deste último, me foram ontem entregues, e por aí fora, foi-se o tempo passando, com dois jogos do mundial pelo meio, do que se concluiu que a Fifa introduziu novas regras, na arbitragem, pelo menos para alguns. Com efeito verifica-se que uns, podem usar mais que a cabeça e os pés, para jogar a bola, outros, podem ter a bola dentro da sua baliza sem sofrer golo, e ainda outros que beneficiam de uma tolerância de fora de jogo, com quase dois metros. Sabendo todos, que tudo pode ser visto, no momento, em qualquer dos ecrans gigantes colocados nos estádios, por toda a gente, árbitros, e seus assistentes incluídos, confirma-se o gesto manual de Paulo Bento, bem como a afirmação de Eric Clapton. Gamanço e negócio. Assim não.
Uma das minhas praias favoritas, está prestes a perder o encanto e a liberdade que até agora, e durante quase trinta anos, me deu a desfrutar. Agora existem multas para quem fique debaixo de pontos considerados perigosos, quanto a derrocadas. E o aviso é para levar a sério, já testemunhei uma, num longínquo sábado, em que o azul do mar se vestiu de amarelo, e recentemente parte da arriba, veio por aí abaixo. Vamos a ficar ali pela beira do mar. Sempre se evita a multa, e os arranhões. mas que era bom ficar ali entre as rochas, numa privacidade muito mais que saborosa, lá isso era.