sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Para São Bento, já !!!

Sempre se ouviu dizer que quem tem unhas é que toca guitarra, ou que, cada macaco no seu galho, e por aí fora. O que se pretende afinal é passar a mensagem de que quem faz, tem de o fazer bem feito, ficando o que não é bem feito, um erro, uma aldrabice, um engano. Assim, chego à conclusão de que a nossa classe política é, toda ela sem excepção o erro, a aldrabice e o engano, pois como provam as décadas de erro governativo, os ditos, são incompetentes.
A propósito da sugestão que escutei hoje na rádio, de serem colocados árbitros estrangeiros a arbitrar a pouca vergonha que vai nos nossos relvados futebolísticos, a qual muito me agradaria, em nome da verdade daquilo que se pretende, o desporto, associei esta proposta à já consumada prática de colocar estrangeiros nos comandos das equipas, sendo dada, espera-se, a legítima expectativa de que a pessoa escolhida é mais indicada, leia-se competente para a função. Em nome dessa busca da pessoa certa, no lugar certo, sugiro que se recrutem estrangeiros para endireitar Portugal, sejam eles suecos, dinamarqueses, polacos, alemães ou vietnamitas, o que importam é que façam, e que o façam bem feito. E claro, como no topo do bolo há sempre a cereja, não vejo ninguém melhor do que o producto nacional, José Mourinho para dar as táticas.
E claro, não se deixariam os actuais governantes à mingua, não senhor - seriam colocados na Função Pública, pois então, com o dinheirinho contadinho e nas filas de espera, dos SAP's, dos correios, dos bancos, dos supermercados, dos....
Hummm, daqui da Itália vos digo, o povo Lusitano não sabe, nem se deixa governar.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Empreitadas


Tenho uma particularidade que alguns chamam defeito, outros, qualidade - quando decido fazer uma mudança, obra, projecto, arrumação, ou seja lá o que for, não descanso enquanto tudo não estiver terminado, e cada coisa no seu devido lugar, ao ponto de me esquecer de comer e só dormir apenas umas horas, concentrado que estou no projecto.
Decidi mudar de divisão o escritório lá do estaminé onde trabalho, e como se isso não bastasse, por arrasto dei uma geral em quatro divisões, já que estava com a mão na massa. Tudo estava a precisar de reciclagem e barrela e arregacei as mangas de tal forma que a tarefa que deveria demorar mais de uma semana, ficou concluída em três dias, para minha grande satisfação - estou com um escritório tão acolhedor que me apetecia ficar lá a fazer serão. Os poréns é que são vários... a saber, o corpo todo doridinho como se me tivesse passado por cima uma Berliet, é que por mais que me custe, e o espelho bem mo diz, há muito tempo que não tenho intas, só entas, e isso nota-se, por todo o corpo. Mas o sorriso na cara, esse ninguém mo tira, e até aposto que esta noite vou dormir o sono dos justos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Carnaval


Já fui um grande folião, não havia carnaval em eu não me vestisse de algo ou de alguém, e na boa tradição cá da terrinha, alinhava nas partidas de carnaval, nos "assaltos" às residências, não esquecendo as bombinhas de mau cheiro, as bombas à séria, as rabichas, os estalinhos, e as serpentinas. Em lides musicais fiz autênticas maratonas nos bailes do Ginásio de Sesimbra, a tocar até cerca das nove da manhã, e aí tomei o gosto aos sambas e marchas do lado de baixo do Equador, onde segundo o Chico Buarque, não existe pecado. Bem mais tarde, tive o previlégio de estar em Colónia, e presenciar outro Carnaval, assim como tive um cheirinho carioca, ao saír atrás do ensaio geral do bloco de Vila Isabel em plena Copacabana, alucinante. O contacto com os vários modos de festejar esta celebração, levou-me ano após ano, a construir alguma aversão ao Carnaval importado. Se temos uma tradição carnavalesca, de raíz, muitas delas, centenárias, genuínas, porque carga de água é que temos que gramar com miudas com pele de galinha, enregeladas, a esboçar uns atabalhoados passos de samba? Porque é que temos de fingir que estamos no Verão, se aqui é Inverno?
Não vi nada mais imponente e contagiante do que vivi no Rio, não vi nada mais elegante do que presenciei em Colónia, mas, esses, são os deles, e o nosso é o nosso. Consumamos pois, o que é nosso, e apreciemos os restantes. Por isso comemos sardinha assada, e os outros...não.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Amor por Calendário



Sempre fui contra a corrente das efemérides, e das rotininhas. Se nas primeiras acho absurdo comemorar-se algo porque alguém inventou aquela data para aquele tal propósito, na segunda sou anti mesmo, apenas me vergo às rotinas de obrigação, aquelas que a vida e o trabalho nos impõem, mas se o tempo está por minha conta, então vou navegando ao sabor da vontade, o que me leva a, meio contrariado ter de elaborar uma lista de canções para brindar os casalinhos, que no próximo domingo vão exercitar o amor, a paixão, as emoções... num restaurante. Daí que pela minha parte, contrariado, repito, vou ter de seguir um guião, e não tocar ao sabor da corrente, que é como acho que tudo deve ser - fluir.
Aqui fica a minha safra, e se alguém não gostar, que vá ser feliz para outro local de fazer os casais felizes.

...
dos Lusos
A paixão
Canção do engate
Encosta-te a mim
Foi feitiço
Foi por ela
Intervalo
Jura
Loucos de Lisboa
Pó de arroz
Sei-te de cor
Telepatia
Tudo o que eu te dou
dos irrrmãos
Como é grande o meu mamor por você
De volta pro meu aconchego
Desculpe o auê
Emoções
Eu sei que vou te amar
Fico assim sem você
Gostoso demais
Se eu não te amasse tanto assim
Sozinho
Você é linda
dos camónes
If you leave me now
Love me tender
More than words
My way
She
Sorry
Tears in heaven
Unforgettable
Woman
Wonderful tonight
Yesterday
You are so beautiful
Your song

...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Noblesse Oblige



Num jantar, evento, bar, onde possa tocar os meu reportório, tento fazer parte do ambiente, e não impor a presença da música-músico aos presentes, são eles que, querendo, vêm ao músico, tal como podem ir à garrafeira mirar os Reservas.

Posso dizer que nas minhas noites de música, para além do imenso prazer de tocar e cantar, e sentir um bom acolhimento do meu trabalho, leia-se escape, tara, paixão, hobbie , e por aí fora, por vezes, ao tocar para grupos, gosto de cuscar um pouco, quem é aquela gente, de onde vêm, o que os liga, como são afinal aqueles a quem lhes debito o meu esboço de arte. Muitas vezes dou comigo a tentar adivinhar em que onda se sintonizam, o que resulta não raro em algumas surpresas.

Os grupos, na grande maioria, de trabalho, são variados, já apanhei de doutores para cima, inicialmente, e não sempre, meio empertigados, até que se rompe o gelo e depois criam um ambiente agradável, onde se pode ir até ao Moustaki; como aturei horríveis pedantes incultos e cagões, tipo propaganda-médica, donos de stands, cabeleireiras-donas-de-salão, e ainda os sobreviventes construtores civis - tudo malta que mistura vinho verde, com sangria e com licôr Beirão, tal como misturam Quim Barreiros com U2. Malta da função pública é geralmente agradável,e tal como o grupo de ontem, de malta ligada ao apoio social, gente de primeira, gente que se sente que são Gente, acustumados que estão a pressões que num jantar em espaço acolhedor, se despiram todos os problemas, e junto com o staff da casa, fizeram a festa. Aquelas 17 mulheres e 2 homens, marcaram a diferença, e proporcionaram aos que supostamente o deveriam fazer, nós, o staff, uma noite memorável. Tão memorável, que as cantorias terminaram com um cover das Doce, e após a viola no saco, quase que aprendo a dançar Kisomba , com genuína representante, eu que sou um pé de chumbo. As coisas que não se fazem pelos clientes, ai ai.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Quem me dera a-mala....


Contra toda a corrente contra, o serão de ontem picou-me para o desejo, leia-se necessidade de tirar os pés daqui e voar a destinos, onde a única coisa igual e rotineira, seja eu, e as tralhas que arrumo na mala. Com efeito, perante as nuvens mais que negras que pairam sobre o nosso muribundo país, em hora de telejornal, à comparação do nosso caos com o grego, em vez de déficits , bancas-rotas, e estados de calamidade, a minha mente voou directamente à ilha de Corfu, onde vivi das noites mais loucas da minha vida. Com a imagem do João Jardim, em vez de de vociferar contra tamanha aberração política, flutuei nas piscinas naturais de Porto Moniz, e salivei pelas lapas assadas. Mais tarde em reposição no cine lá de casa revi o Vicky Cristina Barcelona e regredi às Ramblas, ao Bairro Gótico, e empanturrei-me de tapas, em vez de me fixar nas meninas, e nos enredos do Woody. Mas o pior foi quando dei um olho à novela da SIC, e vi as imagens calçadão de Copacabana - em 2 segundos estava sentado na cadeirinha à beira mar, a beliscar um queijo de coalho, assado, temperado com sal e oregão, e claro, regado com uma capirinha no capricho. Até parece que o sol estava a queimar... Definitivamente, estou com uma carência. Tomara que os low cost não acabem.
Já de pantufas, ainda vejo o Sócrates na TVI24, e pergunto-me se este ano, o dito fará aquelas férias nas Canárias, que nos custaram mais de 1000 € ao dia.... E a minha mala, ali parada, no sotão, a criar rugas. Não há direito!!!