terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Amor por Calendário



Sempre fui contra a corrente das efemérides, e das rotininhas. Se nas primeiras acho absurdo comemorar-se algo porque alguém inventou aquela data para aquele tal propósito, na segunda sou anti mesmo, apenas me vergo às rotinas de obrigação, aquelas que a vida e o trabalho nos impõem, mas se o tempo está por minha conta, então vou navegando ao sabor da vontade, o que me leva a, meio contrariado ter de elaborar uma lista de canções para brindar os casalinhos, que no próximo domingo vão exercitar o amor, a paixão, as emoções... num restaurante. Daí que pela minha parte, contrariado, repito, vou ter de seguir um guião, e não tocar ao sabor da corrente, que é como acho que tudo deve ser - fluir.
Aqui fica a minha safra, e se alguém não gostar, que vá ser feliz para outro local de fazer os casais felizes.

...
dos Lusos
A paixão
Canção do engate
Encosta-te a mim
Foi feitiço
Foi por ela
Intervalo
Jura
Loucos de Lisboa
Pó de arroz
Sei-te de cor
Telepatia
Tudo o que eu te dou
dos irrrmãos
Como é grande o meu mamor por você
De volta pro meu aconchego
Desculpe o auê
Emoções
Eu sei que vou te amar
Fico assim sem você
Gostoso demais
Se eu não te amasse tanto assim
Sozinho
Você é linda
dos camónes
If you leave me now
Love me tender
More than words
My way
She
Sorry
Tears in heaven
Unforgettable
Woman
Wonderful tonight
Yesterday
You are so beautiful
Your song

...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Noblesse Oblige



Num jantar, evento, bar, onde possa tocar os meu reportório, tento fazer parte do ambiente, e não impor a presença da música-músico aos presentes, são eles que, querendo, vêm ao músico, tal como podem ir à garrafeira mirar os Reservas.

Posso dizer que nas minhas noites de música, para além do imenso prazer de tocar e cantar, e sentir um bom acolhimento do meu trabalho, leia-se escape, tara, paixão, hobbie , e por aí fora, por vezes, ao tocar para grupos, gosto de cuscar um pouco, quem é aquela gente, de onde vêm, o que os liga, como são afinal aqueles a quem lhes debito o meu esboço de arte. Muitas vezes dou comigo a tentar adivinhar em que onda se sintonizam, o que resulta não raro em algumas surpresas.

Os grupos, na grande maioria, de trabalho, são variados, já apanhei de doutores para cima, inicialmente, e não sempre, meio empertigados, até que se rompe o gelo e depois criam um ambiente agradável, onde se pode ir até ao Moustaki; como aturei horríveis pedantes incultos e cagões, tipo propaganda-médica, donos de stands, cabeleireiras-donas-de-salão, e ainda os sobreviventes construtores civis - tudo malta que mistura vinho verde, com sangria e com licôr Beirão, tal como misturam Quim Barreiros com U2. Malta da função pública é geralmente agradável,e tal como o grupo de ontem, de malta ligada ao apoio social, gente de primeira, gente que se sente que são Gente, acustumados que estão a pressões que num jantar em espaço acolhedor, se despiram todos os problemas, e junto com o staff da casa, fizeram a festa. Aquelas 17 mulheres e 2 homens, marcaram a diferença, e proporcionaram aos que supostamente o deveriam fazer, nós, o staff, uma noite memorável. Tão memorável, que as cantorias terminaram com um cover das Doce, e após a viola no saco, quase que aprendo a dançar Kisomba , com genuína representante, eu que sou um pé de chumbo. As coisas que não se fazem pelos clientes, ai ai.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Quem me dera a-mala....


Contra toda a corrente contra, o serão de ontem picou-me para o desejo, leia-se necessidade de tirar os pés daqui e voar a destinos, onde a única coisa igual e rotineira, seja eu, e as tralhas que arrumo na mala. Com efeito, perante as nuvens mais que negras que pairam sobre o nosso muribundo país, em hora de telejornal, à comparação do nosso caos com o grego, em vez de déficits , bancas-rotas, e estados de calamidade, a minha mente voou directamente à ilha de Corfu, onde vivi das noites mais loucas da minha vida. Com a imagem do João Jardim, em vez de de vociferar contra tamanha aberração política, flutuei nas piscinas naturais de Porto Moniz, e salivei pelas lapas assadas. Mais tarde em reposição no cine lá de casa revi o Vicky Cristina Barcelona e regredi às Ramblas, ao Bairro Gótico, e empanturrei-me de tapas, em vez de me fixar nas meninas, e nos enredos do Woody. Mas o pior foi quando dei um olho à novela da SIC, e vi as imagens calçadão de Copacabana - em 2 segundos estava sentado na cadeirinha à beira mar, a beliscar um queijo de coalho, assado, temperado com sal e oregão, e claro, regado com uma capirinha no capricho. Até parece que o sol estava a queimar... Definitivamente, estou com uma carência. Tomara que os low cost não acabem.
Já de pantufas, ainda vejo o Sócrates na TVI24, e pergunto-me se este ano, o dito fará aquelas férias nas Canárias, que nos custaram mais de 1000 € ao dia.... E a minha mala, ali parada, no sotão, a criar rugas. Não há direito!!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

As Novas Uniões

Ainda algum do pessoal não engoliu as novas modalidades de união e eis que Sócrates, mais uma vez surpreende e inova, na sua cruzada a favor a modernidade, dando-nos na prática um bom exemplo, de que está todo virado para as novas uniões, e que parceiro mais indicado para a demonstração das novas uniões do que o Paulinho. Ai que marotos, estes políticos modernos. Espera-se a todo o momento que Durão Barroso se pronuncie, dado que já foi unido, com o Paulinho, claro está.





Eles andam aí


Saio da pastelaria, após o galão e a torradinha e quase esbarro no TóZé. Tózéeeeeee, há quanto tempo, meu. Pois é, uns dez anos. Estás com quantos? 44 e tu? 52, pá, então o que fazes por aqui? Vim ver a minha mãe. Ah, malandro, fizeste gazeta. Antes fosse, estou desempregado. Desempregado??? Então? Aquela m... faliu, os gajos mudaram a fábrica para Marrocos, e para a Polónia. Mais outra. De modo que ando aqui à conta do subsídio, o pior é quando acabar. Pois é, do ano que vem para a frente, será a nova modalidade, o desempregado sem rendimento. Vai ser um caos, lembras-te do Quim? Lembro. Já se quis matar. Porra. É verdade, agora anda a comprimidos a ver se se reforma, mas nem 50 tem... É do caraças. O meu filho já teve de sair da Faculdade, está a trabalhar num call center. Sei como é, o meu filho também já lá andou. Mas é só enquanto eu não arranjar trabalho, se arranjar. Vais conseguir. Não estou optimista, já disse à minha mulher, que se nos tirarem a casa, vou à Assembleia e f.... um deles. Calma TóZé. Vais ver, roubam-nos tudo, julgas que não vão haver tumultos? pilhagens? carros incendiados nos parques? A malta anda calada porque vai recebendo, mas e depois? Quem nos vai dar empregos? Portugal não tem solução, digo-te eu. Nem a malta nova se consegue encaixar! As fábricas daqui, as que estão a funcionar, estão a despedir, e vais ver que qualquer dia calha à Auto-Europa... Vira para lá essa boca. Já esteve mais longe, os gajos só querem estádios de futebol, TGV's e auto-estradas. Vais ver, um dia estou em directo na TVI, a incendiar um BM. Tás doido. Verdade, pá. Bem tenho que ir à velhota. Eu também tenho que ir. A gente vai-se vendo por aí, vou ser como o Santana Lopes. Pois, eh eh.
De caminho, perdi o sorriso, e lembrei-me das palavras do Medina Carreira, e pensei - vai acontecer.
Observação:
O nome TóZé é fictício. O país citado também, pois seria impossível haver um país assim como o descrito.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Rosa


... Lobato Faria.
Chamaram-te...