Ainda algum do pessoal não engoliu as novas modalidades de união e eis que Sócrates, mais uma vez surpreende e inova, na sua cruzada a favor a modernidade, dando-nos na prática um bom exemplo, de que está todo virado para as novas uniões, e que parceiro mais indicado para a demonstração das novas uniões do que o Paulinho. Ai que marotos, estes políticos modernos. Espera-se a todo o momento que Durão Barroso se pronuncie, dado que já foi unido, com o Paulinho, claro está.quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
As Novas Uniões
Ainda algum do pessoal não engoliu as novas modalidades de união e eis que Sócrates, mais uma vez surpreende e inova, na sua cruzada a favor a modernidade, dando-nos na prática um bom exemplo, de que está todo virado para as novas uniões, e que parceiro mais indicado para a demonstração das novas uniões do que o Paulinho. Ai que marotos, estes políticos modernos. Espera-se a todo o momento que Durão Barroso se pronuncie, dado que já foi unido, com o Paulinho, claro está.Eles andam aí

Saio da pastelaria, após o galão e a torradinha e quase esbarro no TóZé. Tózéeeeeee, há quanto tempo, meu. Pois é, uns dez anos. Estás com quantos? 44 e tu? 52, pá, então o que fazes por aqui? Vim ver a minha mãe. Ah, malandro, fizeste gazeta. Antes fosse, estou desempregado. Desempregado??? Então? Aquela m... faliu, os gajos mudaram a fábrica para Marrocos, e para a Polónia. Mais outra. De modo que ando aqui à conta do subsídio, o pior é quando acabar. Pois é, do ano que vem para a frente, será a nova modalidade, o desempregado sem rendimento. Vai ser um caos, lembras-te do Quim? Lembro. Já se quis matar. Porra. É verdade, agora anda a comprimidos a ver se se reforma, mas nem 50 tem... É do caraças. O meu filho já teve de sair da Faculdade, está a trabalhar num call center. Sei como é, o meu filho também já lá andou. Mas é só enquanto eu não arranjar trabalho, se arranjar. Vais conseguir. Não estou optimista, já disse à minha mulher, que se nos tirarem a casa, vou à Assembleia e f.... um deles. Calma TóZé. Vais ver, roubam-nos tudo, julgas que não vão haver tumultos? pilhagens? carros incendiados nos parques? A malta anda calada porque vai recebendo, mas e depois? Quem nos vai dar empregos? Portugal não tem solução, digo-te eu. Nem a malta nova se consegue encaixar! As fábricas daqui, as que estão a funcionar, estão a despedir, e vais ver que qualquer dia calha à Auto-Europa... Vira para lá essa boca. Já esteve mais longe, os gajos só querem estádios de futebol, TGV's e auto-estradas. Vais ver, um dia estou em directo na TVI, a incendiar um BM. Tás doido. Verdade, pá. Bem tenho que ir à velhota. Eu também tenho que ir. A gente vai-se vendo por aí, vou ser como o Santana Lopes. Pois, eh eh.
De caminho, perdi o sorriso, e lembrei-me das palavras do Medina Carreira, e pensei - vai acontecer.
Observação:
O nome TóZé é fictício. O país citado também, pois seria impossível haver um país assim como o descrito.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Trio de Três
Em 13 de Abril de 2003, fomos muitos, juntos, surpresos, tentando reconhecer num rosto na casa dos 40's o menino ou a menina que fora na escola primária, colega até à 4ª classe. Era a geração do Conta-me como foi, num reecontro, onde entraram para além dos ditos, os e as caras metades, e uns quantos rebentos. Dado o sucesso do (re)encontro, para a grande maioria dos presentes, logo se estabeleceram planos para novos encontros, viagens até, a elaboração de um site, e outras quantas ideias, e projectos, que, morreram na intenção. Não mais existiu uma reunião com todos os participantes, dela sobrou um honroso núcleo duro, dos educandos da D. G. que vem resistindo e contratriando os entusiasmos efémeros, do tipo paixão de adolescente em época de Verão.Ontem, aconteceu mais um saboroso momento desses, um jantarinho, com vista para o Tejo, Antígona, Mandrake e Sputnick, morfaram uma bela cataplana e uma açorda de ovas a acompanhar o choco. Na mesa, além do tinto, muita conversa agradável, com uns picos de tensão no debate da fé, já se sabe que assim é que assim será. Mas para além da amizade, impera o respeito às ideias, crenças e suas divergências. E falou-se tanto, à mesa, à beira-rio, e dentro do carro, e tanto ficou por falar e dizer, porque é mesmo assim. E que bem que me sabe.
No ar fica o compromisso de testar os meus dotes culinários em próxima reunião deste núcleo duro, incluindo algumas cantorias, afinal, um dos pontos fortes, convergente, deste trio, de três, os que sobraram.
Ahh, e aqui repito mais uma vez, Antígona, esse teu new look favorece-te. Tás d'arrasar, miúda.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Elas


será que por serem mulher, elas, as violas são temperamentais? estou tentado a pensar que sim. e tenho vários fundamentos. elas, as violas por vezes são ariscas, não soam como quero, tenho de ser paciente, intuitivo, saber esperar, ser meigo, e imagine-se, ter a sensibilidade de adivinhar que canção lhes tocar...em suma, entendê-las,a elas, as violas, um instrumento-mulher, capaz de me levar aos mais altos limites, como também de me deixar envergonhado por um timbre disforme, um acorde descabido, um desafinanço inesperado. ela, que ora me pede para ser tocada, ora me diz, - hoje não, serei dissonante se ousares tocar-me. ela que com as suas formas sensuais me provoca no olhar, num convite ao abraço, e uma vez que a envolvo, me pede improvisos antes das ditas, músicas, como se de preliminares se tratassem, até um evoluir que se quer deliciosamente prolongado até ao final, das canções. olho-as, no meu pequeno harém, e estudo-as, entendo-as, toco-lhes ou simplesmente aguardo, que algo me diga, é hoje, toca-me, soarei como nunca, dar-te-ei o que queres de mim, bastando que me toques com aquele saber, o que é sentido, e vem de dentro. caso contrário, se me tocares mecânicamente, tu sabe-lo, serei morna, afinada quanto baste, e deixo-te aquela sensação de que podias tocar(me) bem melhor, e até os dedos te vão trair, e até a tua voz vai ser mais ou menos. e quando isso acontece, é porque ela, a viola, não está nos seus dias. ou serei eu?
I ' ve got a feeling...

Não tenho dedo que adivinha, não tenho sexto sentido, como se atribui ao lado mulher. Contudo, uma das vantagens, que nos trás o completar das primaveras, é a de errarmos menos, creio que por fruto das experiências passadas, das más escolhas, das apostas no cavalo errado, dos entusiásmos sem fundamentos sólidos, enfim, do se querer acreditar ou confiar, no que se pretende que assim seja, e não na realidade que se nos oferece, mas não a queremos ver.
No limbo entre a real e o imaginado, existe a tal intuição, o tal pressentimento, que não é mais que a leitura encapotada de algum sinal de alerta. Que nos puxa para um dos lados, ou, nos empurra para o outro.
Ontem, mais uma vez verifiquei não me ter enganado quanto a um certo feeling, ao acompanhar o Ídolos - o Carlos era muito docinho, muito politicamente correcto, muito sorrisinho igual, ao sussurrar - obrigado - sempre no mesmo tom, aos comentários do júri, quer fossem eles positivos ou demolidores. Ontem, o menino Carlos, que ainda não é homem, foi um verdadeiro sa-ca-na, quando já derrotado e eliminado, apelou ao voto na Diana. Foi indecente, porco, traiçoeiro, e revelador. Não será homem quem assim procede, fica-se uma coisa, nunca um Homem.
Ao assistir ao que me parece ser um complô anti-Filipe, exclamei para o maralhal lá de casa - este gajo nunca me enganou, algo me dizia que o puto não prestava. E assim foi.
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Sobre a Diana - factos e ajudinhas
A escolha do tema E depois do Adeus foi uma catapulta; a apresentação do tema após o intervalo do programa, foi estratégica; algum apoio da banda, na garra com que acompanha a moça é uma excelente ajuda; os elegios do titio Manél, idem, e de que maneira; os grandes planos da mamã e da tia, no público, são dramáticamente apelativos; as tangas do Facebook, e afins, dão-lhe o tempo de antena esperado.
Em suma, a menina canta bem que se farta, sabe-a toda, mas não vem com nada de novo no pacote. Filipe para Londes, já, em nome da música, da sua essência, e da sua originalidade, e porque não dizer, em nome do que é genuíno, e não cheira a falso.
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