sábado, 9 de janeiro de 2010

Vão mas é trabalhar


Aprovada que foi a legalização da união entre pessoas do mesmo sexo, com tamanho estardalhaço por parte de muitos, aconselha-se aos que mandam, pegarem nos assuntos que dizem respeito a todos - no dia de ontem a única grande notícia, foi a dita aprovação, legítima diga-se, mas não digna de tanto aparato sensasionalista. Se bem que seja uma vitória justa, não era preciso tanta publicidade, a homosexualidade, tal como a prática do aborto, fazem parte da liberdade de cada indivíduo, e ponto, nem precisa discussão, muito menos referendos. Aquela que deveria ter sido a grande notícia, que toca a todos, e é deveras preocupante, foi a do aumento da taxa de desemprego, com a previsão de crescimento em passo razoávelmente acelerado. Pareceu-me um pouco, que várias forças de vários quadrantes, em consertação, preferiram desviar as atenções do que é realmente importante para todos, debruçando-se num assunto cujo desfecho já estava previsto, embora falte o sim do Aníbal, para o total exito.
Apetece-me pois, findo este capítulo, gritar aos eleitos de São Bento, que vão mas é trabalhar, porque o que a malta precisa é de trabalho, e não de desempregados, hetero ou homos. Chegou a hora de fazer qualquer coisa de útil para a sociedade. E até ver, estes, os que lá estão, só fizeram bem ao BPP, ao BPN, ao fabricante do Magalhães, e à comunidade gay. Muito pouco porreiro, pá!

Retratos & Biciclete

O meu sensor nasal acusava 4 graus . Estes azuis são tudo de bom.
Já tive melhor aspecto - disse-me a falua. Também eu - respondi-lhe.

Nem uma brisa, a água parece um espelho. Calma, que ali na esplanada há pausa para a bica.

Lisboa aqui tão perto, e eu no deserto, a palmeira é a prova.

De volta para o aconchego.
...
Passeio de impacto ambiental, e pegada humana: zero.
Satisfação: múltiplas.






sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Apetece


Ele há coisas que vêm mesmo a calhar, e hoje, por mais gosto que tenha em tocar, apetece-me dar uma de descanso do guerreiro, com o vislumbre do caír do sol e do frio que promete apertar. Avizinha-se pois, uma mesinha à lareira bem espevitada, colorida com um misto de patés e queijos, para acompanhar o soberbo tinto que vai ter as honras da mesa.
Como momentos destes merecem companhia - nem que seja no DVD - vou mandar uns SMSs, para a Diana Krall, a Maria Betânia e a Celine Dion. A que responder primeiro, vai ter o prazer de aquecer, à lareira. Agora vou às compras.

Meditação in Metro

Em recente deslocação a Almada, cruzei-me algumas vezes com o moderníssimo Metro de Superfície, o tão falado quanto odiado meio de transporte, imposto às gentes da cidade, e aos que por lá passam. O gosto que tinha em ir a Almada, perdeu-se na medida em que tenha de estacionar, e no tempo que gasto nas inúmeras esperas nos cruzamentos entre o asfalfo e a linha férrea.

Na última espera, longa, diga-se, enquanto aguardava no sinal vermelho, passaram três composições práticamente vazias, desta obra que só serviu aos bolsos de alguns, e num flash revi o esbanjamento dos nossos políticos, vi estádios do Euro 2004, vi os escândalos do BPP e do BPN, vi as Faces Ocultas, as sucatas, os submarinos, os sobreiros, as escutas, o FreePort, a fundação Mário Soares, os diamentes, o Constâncio, o Cadilhe, o Vara, a Felgueiras, o Isaltino, o buraco da Expo 98, e só parei neste devaneio que peca por pequeno, apenas porque o sinal verde abriu.

Para trás ficou o Metro vazio, ficou a imaginação do quanto deve ser dramáticamente difícil entrar e saír de Almada e arredores, nas horas de ponta, diáriamente, e lembrei-me da frase de JFK -

"Não exijam o que o vosso país pode fazer por vós - exijam o que vocês podem fazer pelo vosso país". Ok, concordo plenamente, Mr.K, mas o exemplo tem de vir de cima, e convenhamos, é coisa que não vem, antes pelo contrário. É antípoda. O nosso pessoal governante assim que tem poleiro, pensa no seu bolso, e no bolso do amigo, do tio, do sobrinho....

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

(dos) Sonhos


Gosto de sonhar. Habitualmente os meus sonhos são agradáveis. Já os tive assustadoramente reais, outros tão saborosos que nem dá vontade de acordar, e acordando, fica o desejo de o retomar em novo sono.
Na noite passada tive um sonho cuja acção se passava num futuro próximo - duas jovens de ar muito esclarecido e competente, davam-me as boas vindas, no seu mundo, onde tudo era destinado a partir de casa, pelo computador. Ok, isso não seria muita novidade, não fora o facto de que tudo, mas mesmo tudo, apenas poder ser adquirido a partir do domicílio, fosse um livro, uma frigideira, ou um veículo. Mais, informaram-me as minhas anfitriãs, que tudo o que eu encomendava on line era totalmente personalizado, único, e assim sendo, eu podia escolher o livro com a capa e formato que me desse na telha, assim como tudo o mais. Na medida em que encomendava o producto, era eu quem formatava e decidia sobre o seu conteúdo e aspecto final.
Acordei meio sugestionado, e com os meus botões, pensei que a ideia nem é nada de se deitar fora. Mais me convenci disso ao me cruzar no Banco, com um gajo que vestia uma sweat igualzinha à minha, pareciamos gémeos.
Vamos ver onde irão divagar os meus sonhos na noite que aí vem, se houver repetição, talvez encomende, à minha medida, uma Soraia Chaves, ou algo assim. Só para ver se resulta.

Chega...


Não há mais paciência para esta voz que se arrasta, e se arrasta palas rádios. Eu bem que não queria falar dela, pois desde que os Gift apareceram por aí, um pouco ao estilo dos germânicos dos anos 80, Propaganda, que a voz monocórdica da menina me irrita um pouco, o que não é de modo nenhum a opinião de algumas pessoas que me são chegadas. Questões de gostos, de preferências. Eu respeito, mas reservo-me o direito de opinar do que me vai na alma, e de mudar de posto assim que ela solta a Gaivota e o Perfeito Coração. Ai Amália, depois das boas prestações à tua obra, da Dulce Pontes e da Mariza, não precisavas disto. Só espero que a moda acabe aqui, e que a rapariga não se lembre de fazer um cover da Casa da Mariquinhas. Aí, parto o rádio todo, ai parto, parto.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Será que...


... ela sabe o que diz?


É sempre bom ler, e neste caso, escutar.


Das conclusões, cada um que tire a sua.


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Dra Rauni Kilde, ex-Ministra da Saúde da Finlândia