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quinta-feira, 30 de junho de 2011

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Sobre os conteúdos do post anterior, aqui deixo um pedaço de uma canção do Chico Buarque:

"Ouça um bom conselho, que eu lhe dou de graça,

Inutil dormir, que a dor não passa"

sexta-feira, 25 de março de 2011

páginas

Diz-se que, por vezes não basta virar a página, que há que arrancá-la e rasgá-la. Não subscrevo.
Quando te perdi, adimito, doeu, fiz o meu luto. Evitáva-te. Afinal foram muitos anos de plena cumplicidade, de momentos inesquecíveis, que estão bem guardados. Porque a página foi virada, mas não rasgada. Eras o meu vício, o meu escape, a minha fuga , o porto de abrigo. Eras também o hábito e a rotina. Quando decidi perder-te, recordei as páginas, com um misto e alívio e nostalgia, e alguma ansiedade em as virar, de partir para outros lugares, sem as tuas garras sempre tão seguras.
As novas páginas, deram-me outros alentos, outros sabores, outros cheiros, que compreensívelmente não possuis. Tu és tu, com as tuas particularidades que te tornam única. Porém, não mais minha, nem eu teu. Vez ou outra busquei-te, mas não houve sabor, não houve empatia, eu era apenas mais um, tal como a rosa do Principe, deixaramos de ser únicos. O luto não estava concluído. Havia que retornar às novas páginas, às novas sensações saboreadas num clima de bem mais e melhor que você, como diz o Chico.
Contudo, uma relação como a nossa, solidificada por tantos anos de total partilha, não se rasga. Nem que se mudem tempos e vontades. Hoje não te tenho como tive, mas já te tenho outra vez. Já te sinto o pulsar, e tu, já me sentes a alma. Porque nos reconhecemos. Isso foi vincado no dia de ontem. Posso dizer-te, que mesmo que em ti não durma nunca mais, mesmo que a outros pretenças, não deixarás de ser minha, porque te sinto. Não serei tão assíduo com antes, não serei só teu, como sabes, mas sabes que a ti rumarei a partir da página de ontem, muito mais - Aldeia do Meco. Meu aconchego Natural.


terça-feira, 28 de setembro de 2010

tudo a ver



"se eu fosse compositor

compunha em teu louvor

um hino triunfal

se eu fosse crítico de arte

havia de declarar-te

uma obra prima

à escala mundial

mas eu não passo de um homem vulgar

que tem a sorte de saborear

esse teu passo inseguro

e o paraíso no teu olhar"