quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Trio de Três

Em 13 de Abril de 2003, fomos muitos, juntos, surpresos, tentando reconhecer num rosto na casa dos 40's o menino ou a menina que fora na escola primária, colega até à 4ª classe. Era a geração do Conta-me como foi, num reecontro, onde entraram para além dos ditos, os e as caras metades, e uns quantos rebentos. Dado o sucesso do (re)encontro, para a grande maioria dos presentes, logo se estabeleceram planos para novos encontros, viagens até, a elaboração de um site, e outras quantas ideias, e projectos, que, morreram na intenção. Não mais existiu uma reunião com todos os participantes, dela sobrou um honroso núcleo duro, dos educandos da D. G. que vem resistindo e contratriando os entusiasmos efémeros, do tipo paixão de adolescente em época de Verão.
Ontem, aconteceu mais um saboroso momento desses, um jantarinho, com vista para o Tejo, Antígona, Mandrake e Sputnick, morfaram uma bela cataplana e uma açorda de ovas a acompanhar o choco. Na mesa, além do tinto, muita conversa agradável, com uns picos de tensão no debate da fé, já se sabe que assim é que assim será. Mas para além da amizade, impera o respeito às ideias, crenças e suas divergências. E falou-se tanto, à mesa, à beira-rio, e dentro do carro, e tanto ficou por falar e dizer, porque é mesmo assim. E que bem que me sabe.
No ar fica o compromisso de testar os meus dotes culinários em próxima reunião deste núcleo duro, incluindo algumas cantorias, afinal, um dos pontos fortes, convergente, deste trio, de três, os que sobraram.
Ahh, e aqui repito mais uma vez, Antígona, esse teu new look favorece-te. Tás d'arrasar, miúda.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Como ir de Repente para Kagar

E ainda dizem que a lingua portuguesa é traiçoeira - as terreolas citadas são na Alemanha...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Elas




será que por serem mulher, elas, as violas são temperamentais? estou tentado a pensar que sim. e tenho vários fundamentos. elas, as violas por vezes são ariscas, não soam como quero, tenho de ser paciente, intuitivo, saber esperar, ser meigo, e imagine-se, ter a sensibilidade de adivinhar que canção lhes tocar...em suma, entendê-las,a elas, as violas, um instrumento-mulher, capaz de me levar aos mais altos limites, como também de me deixar envergonhado por um timbre disforme, um acorde descabido, um desafinanço inesperado. ela, que ora me pede para ser tocada, ora me diz, - hoje não, serei dissonante se ousares tocar-me. ela que com as suas formas sensuais me provoca no olhar, num convite ao abraço, e uma vez que a envolvo, me pede improvisos antes das ditas, músicas, como se de preliminares se tratassem, até um evoluir que se quer deliciosamente prolongado até ao final, das canções. olho-as, no meu pequeno harém, e estudo-as, entendo-as, toco-lhes ou simplesmente aguardo, que algo me diga, é hoje, toca-me, soarei como nunca, dar-te-ei o que queres de mim, bastando que me toques com aquele saber, o que é sentido, e vem de dentro. caso contrário, se me tocares mecânicamente, tu sabe-lo, serei morna, afinada quanto baste, e deixo-te aquela sensação de que podias tocar(me) bem melhor, e até os dedos te vão trair, e até a tua voz vai ser mais ou menos. e quando isso acontece, é porque ela, a viola, não está nos seus dias. ou serei eu?

I ' ve got a feeling...


Não tenho dedo que adivinha, não tenho sexto sentido, como se atribui ao lado mulher. Contudo, uma das vantagens, que nos trás o completar das primaveras, é a de errarmos menos, creio que por fruto das experiências passadas, das más escolhas, das apostas no cavalo errado, dos entusiásmos sem fundamentos sólidos, enfim, do se querer acreditar ou confiar, no que se pretende que assim seja, e não na realidade que se nos oferece, mas não a queremos ver.
No limbo entre a real e o imaginado, existe a tal intuição, o tal pressentimento, que não é mais que a leitura encapotada de algum sinal de alerta. Que nos puxa para um dos lados, ou, nos empurra para o outro.
Ontem, mais uma vez verifiquei não me ter enganado quanto a um certo feeling, ao acompanhar o Ídolos - o Carlos era muito docinho, muito politicamente correcto, muito sorrisinho igual, ao sussurrar - obrigado - sempre no mesmo tom, aos comentários do júri, quer fossem eles positivos ou demolidores. Ontem, o menino Carlos, que ainda não é homem, foi um verdadeiro sa-ca-na, quando já derrotado e eliminado, apelou ao voto na Diana. Foi indecente, porco, traiçoeiro, e revelador. Não será homem quem assim procede, fica-se uma coisa, nunca um Homem.
Ao assistir ao que me parece ser um complô anti-Filipe, exclamei para o maralhal lá de casa - este gajo nunca me enganou, algo me dizia que o puto não prestava. E assim foi.
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Sobre a Diana - factos e ajudinhas
A escolha do tema E depois do Adeus foi uma catapulta; a apresentação do tema após o intervalo do programa, foi estratégica; algum apoio da banda, na garra com que acompanha a moça é uma excelente ajuda; os elegios do titio Manél, idem, e de que maneira; os grandes planos da mamã e da tia, no público, são dramáticamente apelativos; as tangas do Facebook, e afins, dão-lhe o tempo de antena esperado.
Em suma, a menina canta bem que se farta, sabe-a toda, mas não vem com nada de novo no pacote. Filipe para Londes, já, em nome da música, da sua essência, e da sua originalidade, e porque não dizer, em nome do que é genuíno, e não cheira a falso.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Verde e Azul

Exercito a necessidade de ficar a sós comigo mesmo, pois quando estou comigo mesmo, penso, decido, reflito, concluo, avanço, recuo, com a privacidade que se requer. Esta necessidade junta com a necessidade de inundar os sentidos de verde e da azul, é programada após noite em que o corpo pede mais duas horas de sono, mas quem te manda deitar tarde? As necessidades clamam, exigem, e o dia está aí, para usar, e não dado a desperdícios. Afinal hoje é sábado. Não esqueças a música a condizer com o momento, o impermeável, e um termo com café quente, e claro, a Silent para uns acordes, quem sabe a inspiração vem, que no meio do verde tudo tem um sabor mais que divino. Em instantes tudo ficou para trás, sou eu, os meus pensamentos, e o verde, o muito verde, e uma vez fora do carro, sou eu, e a passarada. É o imenso banho de natureza, que me vai lavando a alma, e me dá as claras imagens que busco, respostas afinal, tão simples que fluem naturalmente, porque afinal estou no seu meio, do natural, a natureza. E no meio dela eu funciono bem. Encontro-me. Não fora o cordão umbilical chamado telemóvel, e estaria do verde, ao azul em minutos, mas o dito cujo tocou, e o azul terá de esperar. Pouco. Do verde, ficam as imagens que não espelham nem de perto o real, nem captam os cheiros, os sons, e aquele frio saboroso que se sente na ponta do nariz.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Do Avatar à falta de Pimenta


As conversas, diz-se, e muito bem, são como as cerejas, e a nossa corrente de pensamentos também. Daí que, como numa espécie de linha contínua cheguei à conclusão que a mensagem do filme Avatar, visto ontem pela primeira vez, em matinée feita escapadinha ao trabalho, tem a ver com a falta da Pimenta lá em casa.
Com efeito, para quem viu este fabuloso filme, uma das mensagens implícitas, é a de que o bicho-homem é o maior predador que se conhece. Certo, mas o que isso tem a ver com a falta de pimenta lá em casa? Simples - ontem, armado em Ratatui quis fazer uns bifes como mostram no anúncio dos caldos Knorr, e lá vou eu em busca dos ingredientes, após tirar os óculos 3D, não ao Pingo Doce, ao qual declarei guerra, porque não suporto aqueles anúncios melosos, mas sim ao Continente, dado que estava no perímetro. Chegado a casa, faltava-me um ingrediente que não dispenso nos bifes. Esquecera-me da pimenta em grãos, daquelas de moer na hora. Saio em fato-de-treino-quase-pijama, ao mini-mercado ali perto, e nada. Volto a casa, pego na biciclete e lá vou eu ao próximo que conheço, mas... fechado. Em definitivo. Fechou. Faliu. Acabou. Dos restantes que conhecia, constou-me que já tinham fechado também. Rendido, volto a casa, visto-me com aspecto decente qb, pego no veículo, e lá vou eu, enfrentar o trânsito, para ir comprar a dita pimenta, num... hiper-mercado, perto de si.
Pelo caminho, pensava com os botões, que os predadores são como os eucaliptos, secam tudo à volta. Sonae, Auchan, Jerónimo Martins, têm conseguido dizimar aqueles aos quais, os políticos dizem proteger - o comércio local. Só quem não conheça a harmonia e a beleza do comércio local por essa Europa fora, não entenderá aquilo que digo.
Após os bifinhos, nada melhor do dar sequência à saga, e assistir ao Apocalipto. Tem tudo a ver.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A V A T A R



Como tudo o que é muito bom, se deve repetir, caso se possa, aqui está um bom exemplo.
Avassalador.