sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Infantes


Estou no pequeno almoço, na mesa ao lado duas mães deleitam-se, deliciam-se, e degaladiam-se atirando uma à outra as especialidades dos seus rebentos, como se os pobres pequenotes fossem assim do tipo raro ou ET, em pouco mais de dez minutos descreveu-se entre a torrada e o galão um rol de peripécias, qualidades, acrobacias, gracinhas, vocações, que no mínimo, aos promitentes jovens, se espera um futuro à Cristiano Ronaldo. Direi que tal entusiasmo maternal é legítimo, ou no mínimo entendível, afinal vemos nos nossos filhos, em tenra idade...tudo. Todos os caminhos nos parecem abertos e possíveis.
A minha experiência como filho, e mais tarde como pai, ensinou-me a não colocar o carro na frente dos bois, e apenas na observação dos pequenos momentos, do interesse continuado deles, e de sinais de uma possível vocação, pude dar margem a uma esperença, mas com entusiasmo qb. O ter "jeito" para jogar futebol, tocar um instrumento, desenhar, ou "dominar" a net, não vale nada, ou quase nada. É apenas uma gracinha que deixará de o ser a curto prazo. O essencial, é estarmos atentos, e discretamente, num acompanhamento tão permanente quanto possível detectar os possíveis sinais de interesse, vocação e dedicação, que os pequeninos vão demonstrando. É um trabalho de amor, e por isso, fácil. E nesse acompanhamento aguardar que seja a criança a manifestar a vocação, e nunca, como já vi por aí, projectar neles, nos filhos, as vocações frustradas, e uma especialidade ou dom que afinal também não existe.
Por mim, é amar os filhos, com expectativas, sim, mas como em outros amores, flutuar apenas o tal qb.

Não resisti...

... recebi por mail, tenho que partilhar:

"Napoleão Bonaparte, durante as suas batalhas usava sempre uma camisa de cor vermelha. Para ele era importante porque, se fosse ferido, na sua camisa vermelha não se notaria o sangue, e os seus soldados não se preocupariam e também não deixariam de lutar. Duzentos anos mais tarde, Sócrates usa sempre calças castanhas…"
...
Por motivos óbvios, dispensa-se a imagem ilustrativa.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Maldades


Pois sim, sei que estamos perto do Natal, que temos de ser paz e amor, todos bonzinhos, todos doces, tipo Ferrero Roché, amar o próximo e outras coisas boas e bonitas de se fazer e de se dizer. Mas, eu até faço isso tudo, sem esforço, e sem calendário. Digamos que sou bonzinho, por natureza, mas santo também não sou, e muito menos sou adepto daquela onda do dar a outra face, digamos que o olho por olho é mais a minha praia.
E hoje passei-me com esta situação - estou na passadeira de peões, o gajo vê-me, olhamo-nos, eu espantado a encolher os dedos dos pés, e a barriguinha, ele em ar de triunfo a fazer-me uma tangente com o seu potente veículo, abro os braços como quem diz, não me viste na passadeira pá? e vejo o vidro do carro descer e de braço esticado, o meu quase agressor presenteia-me com um das Caldas acompanhado de linguagem a condizer, mandando-me para um certo local.
Mas não fui, estava a saír para o almoço, e porque não seguir o meu instinto? Com aquele feeling de que o homem de dedo bonito, fosse também ele, almoçar ou dar um salto ao espaço comercial para onde, afinal, eu já me dirigia...
Confesso que dei umas voltinhas pelos parques de estacionamento, até que fui recompensado, e o avistei, ao potente veículo. O senhor do dedo não estava lá dentro. Mas talvez fosse melhor assim. Contudo arriscaria a pensar que se lembrará de mim por uns tempos, até porque lhe deixei um post-it no vidro - vai tu!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

É mesmo isso!!!


"Eu quero saber como Deus criou este mundo. Eu não estou interessado neste ou naquele fenómeno, no espectro deste ou daquele elemento. Eu quero saber os pensamentos dele; o resto são detalhes."

Aquecimento Global


Ser Moderno



Gosto de dialogar com malta jovem, o que para além de me actualizar quanto a novas mentalidades, tem sempre uma mescla de alegria, irreverência e boa disposição, no debate de ideias.
O grupo, da malta jovem, ligada à música, tagarelava comigo do tema, música e seus derivados, músicos, estilos, espectáculos, até que se misturaram naquilo tudo, e nem sei bem como, as tatuagens e os piercings. suscitando as mais variadas opiniões, bem como exibições de uma outra aplicação menos ousada.
A dado momento alguém se vira para mim e pergunta-me se tenho alguma tatuagem ou piercing e respondo que não, que nunca tive sequer essa ideia, que não aprecio, e que espero manter a sanidade suficiente para assim continuar. Do meio de um ou outro sinal de aprovação, vozes se levantaram chamando ao Senhor Sputnick, de antiquado, por ser contra tais formas de enfeitar o corpo, e em vão tentei explicar que não, que não sou contra, mas apenas não gosto. Mas eles nada, que não sou moderno, e blá blá blá.
Pelo que decidi contra-atacar, e sorrateiramente esgueirei-me ao escritório, onde de marcador Edding em punho, desenhei um Bugs Bunny na barriga, e perante a gargalhada geral ao meu ventre desnudado, fui aceite como um gajo antigo, que tenta a custo modernizar-se. Agora só espero que a tinta se dissipe até à próxima época de ir a banhos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sugestões da tv...

...são sempre um caso a ponderar, embora eu não adira muito ao que é publicitado apenas porque o é, pelo contrário fico de pé atrás. Muitas coisas boas, em todas as vertentes, não necessitam de qualquer publicidade. No entanto, e porque antes dela existir já estava nos meus planos, estes eu vou levar para casa, e degustá-los. Bem, nem todos.

Ary! É essencial, sempre actual, mesmo que por outras vestes.

Rui Veloso, o regresso aos anos do prometido é devido.
Trio de peso.

Prometo despir-te bem devagar.


Este não! Não sei para que livro vou, só sei que para este... não vou!