sábado, 6 de julho de 2013
escolhas
Hoje relembrei-me porque é que estando a praia da Fonte da Telha, aqui tão perto, eu prefira os destinos do Meco...
sexta-feira, 5 de julho de 2013
vontades
Nunca deixei de ter vontade de tocar. Confesso que já houve momentos, raros, em que em pleno acto, me digo, entre a concentração de não perder o fio à meada da letra e dos acordes - mas o que é que estou eu aqui a fazer? Isto pode acontecer perante um público difícil, e até hostil. Nesses momentos, ferve-me um brio que me faz aplicar-me ainda mais no tema que estou a tocar, e por vezes, resulta, na chamada de atenção.
Hoje, e creio que amanhã também, a vontade de tocar é tanta que não vejo a hora de iniciar as lides. Até porque levo algumas novidades para estrear. E porque não tudo isto regado pela bela sangria, dado que é bem servida nas duas casas onde vou dar música. No final de uma semana escaldante, com notícias impossíveis sobre a política - eu mereço.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Deviam levar porrada
Se é que se pode chamar de homem a estes seres: vêm estes homens tomar conta dos destinos das pessoas, sabem os danos directos e colaterais que vão provocar pelas suas cobardes desistências quando os ventos não lhes correm de feição, e depois saem de fininho para abraçar um qualquer cargo muito bem remunerado, ou retiram-se para meditação filosófica. Já não há paciência para esta cambada de estrume que temos de gramar nos noticiários, e pior, no definhar da nossa precária decência de viver, dado que, qualidade de vida, já é passado. O outro foi cuspido, e depois? No mínimo devia levar com um pano encharcado nas trombas. A este da fotografia, sei o que se lhe devia fazer, mas este blog tem limites a respeitar. Espero que os 42 graus não desviem as atenções sobre o acto criminoso destes senhores, que com as suas birras mariquinhas acabam de mandar abaixo o esforço de dois anos. Um esforço imposto, forçado, ao qual estas coisas não sabem sequer entender-lhe o valor, dado que nunca lhes faltou nem faltará o cu aquecido. A sério, se tivesse a ocasião, dava um bom par de estalos a alguns tipos da política, e depois cuspia-lhes em cima. Porque o respeito é recíproco.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
(da) imagem da alma (no momento)
Atentemos com rigor e minúcia, nas expressões captadas (não gosto do termo congeladas) nas fotografias. Mesmo não conhecendo o artista na foto, podemos avaliar um pouco do ambiente no momento da captura. O rosto, se não comandado por uma directriz interna, ou seja, espontâneo, dá-nos uma boa quantidade de informação sobre o estado emocional do fotografado. Como olha, se olha, para quem olha, se de soslaio, se é olhar cúmplice, malandreco, ou envergonhado, e talvez não. Confiante, desconfiado, triste, melancólico, com vontade de.. O olhar diz tudo aquilo que escusamos de perguntar. É como se fosse uma radiografia da emoção. Se vai directo à câmara aí permite algum vislumbre de cumplicidade com quem bate a foto. Num segundo plano a boca torna-se também delactora, embora em porção menor, dado que como todos sabemos os olhos são o espelho da alma. Por mais que o digam não ser. A boca funciona como uma continuação do olhar, e tem de estar em sintonia, digamos, harmonia, para que a foto não desafine, e nos diga o que queremos saber, ou eventualmente, o que não quereríamos ver. Entretenho-me por vezes neste exercício, o de observar as expressões, de fotos , à toa, dado que não sou apenas amante dos detalhes em fotos bonitas.
mais um bom filme, ou um filme bom
Também viajamos nos filmes. Para além de um bom argumento, se a acção do filme se passa naqueles destinos inatingíveis, e a sensibilidade fotográfica estiver lá, então é a perfeição. Tal como num filme que recentemente vi - as filhas do botânico - esta exótica obra, retrata para além do tema principal, uma Índia tal como eu imagino que seja.
Se já temos muitos boas sensações ao ver um filme em 3D e surround, falta agora a inclusão de técnicas que nos tragam os cheiros e os climas das imagens. Aí sim, estaremos dentro do filme. Sem complicações e sem jet leg.
terça-feira, 2 de julho de 2013
discretamente...
Ao cabo de tantos anos após a revolução, os sucessivos saques feitos pelos ditos democratas, a um povo adormecido por cinquenta anos de atraso, conseguem fazer grande parte das pessoas pensar que na prática, Salazar era mais amigo do povo, sendo fascista e simpatizante nazi, do que estes novos exploradores. Grande conhecedor da obra e pessoa do ditador, com provas dadas na extinta publicação O Independente, paulinho submarino, deverá estar à espera do momento certo para uma tomada de poder, assim como se um salvador da pátria se tratasse. E certamente garantirá mais apoio que o esperado, por via a inação de uns e incompetência de outros. Será a cereja no topo do bola da ambição de poder que sempre norteou este filho mais novo de uma senhora que muito admiro.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Amesterdão VI
Há quatro 2ª-feiras atrás tirava eu esta foto. Parece que passaram meses. Se pudesse enumerar contra indicações acerca de viajar, apenas me ficaria pela ressaca provocada pela nostalgia. De resto são tudo benefícios - desde a vontade de repetir, porque ao contrário do que alguns afirmam, podemos e devemos sempre voltar aos lugares onde fomos felizes. Por mim, repetia já hoje, literalmente tudo, e mais um pouco; à vontade de experimentar novos locais, seus cheiros e alma.
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