Vislumbrou-se hoje, alguma coerência nos actos dos políticos que nos saqueiam. Ao contrário do que seria suposto numa nação saudável e de boa harmonia entre mandantes e súbditos, os políticos deste país, que tanto banho de multidão levam em épocas eleitorais, fecharam-se hoje a sete chaves, para ?celebrar? o 5 de Outubro. Não passa de uma consequência do resultado do trabalhinho sujo que andam a fazer. Diz o povo que quem tem cu tem medo. Ficou hoje comprovado, que o dito, todos estes, o têm. Provou-se hoje também, o desprezo. Gabo-lhes a atitude de enfim mostrarem ao país e ao restante mundo, a verdadeira posição de Portugal, simbolizada na bandeira. De pernas para o ar. Ao contrário. Do avesso.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
From Genesis to Revelation
Não, não é revivalismo. Se o amor é verdadeiro, não passa de moda, mantém-se para sempre. A minha devoção pelos Genesis, pode ter períodos de alguma letargia, mas permanece intacta, desde que os descobri, e mais ainda, desde que os vi, corria o quente ano de 1975. Quem diria que nesta foto, tirada ali para os lados do Guincho, estes quatro rapazolas fizessem obras primas, complexas, belas, de um rock sinfónico de cunho único. Nesta formação, cada macaco estava no seu galho. Genesis são foram Genesis até à saída de Peter Gabriel, tal como os Queen só o foram, enquanto Mercury comandou o palco.
Lembrei-me por esta foto, que possuo uma considerável colecção de recortes sobre estes meninos, vamos ver se consigo dar com ela.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Nostalgias, ou quem não tem cão...
... caça com gato.
Quando era miúdo, naqueles tórridos dias de verão, na falta de melhor, os meus mergulhos eram no tanque de lavar a roupa. O refresco era imediato, e a imaginação, que a sempre tive fértil, fazia o resto.
Em tempos de vacas magras, impossível que é pensar numa escapadela nem que seja a Marvão, dou comigo a navegar no google earth, e a revisitar alguns lugares , sem sair da cadeira. Foi assim que ontem, entre várias clicadelas, dei um pulo ao Luxemburgo, depois voei até Abidjan, de onde zarpei para Recife, dali a Varadero foi um pulo, e só parei em Corfu, antes de regressar, não sem antes fazer uma última paragem pelo Meco. Esta magnífica ferramenta permitiu-me estar virtualmente, nos hotéis, praias, avenidas, ruas, vielas, sem me levantar da cadeira. A imaginação, que continua fértil, foi substituída pela memória, que sendo elefantina, fez o resto.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
as 3 espécies de Tugas
Estou em crer que existem distintamente três grupos:
- Uma minoria francamente de acordo com a actual situação do país, porque está inserida na máquina que nos gere, e daí tira largos dividendos, assegurando o próprio futuro financeiro e o dos seus. São os que gerem a política, a banca, as forças armadas, e a igreja. Tudo isto com as suas ramificações e os seus boys.
- Uma segunda minoria, menos menor que a primeira, de gente que tenta não olhar para o terceiro grupo, assobiando para o lado, acomodados que estão com as sua confortável permanência na zona de conforto económico, porém, olhando de vez em quando para a nuvem que lhes paira em cima da cabeça, de um qualquer volte-face que lhes tire o tapete, ou do grande ponto de interrogação sobre como será o futuro dos seus filhos.
- Uma grande maioria de gente, que sofre na pele as dores de ter de sustentar o primeiro grupo, e ajudar a sustentar o segundo, sem saber ao certo como vai ser o dia seguinte, muito menos como vai ser nos próximos meses, ou sequer, se vai ser. É o grupo que tende a aumentar por via da entrada de membros, vindos do segundo grupo, ao qual o texto de Brecht serve como uma luva. É o grupo dos que tendo a faca e o queijo na mão, não faz nada, por enquanto, para além de se manifestar, mais em passeio do que em verdadeira consciência de luta e de revolta. Porque enquanto os do primeiro grupo não levarem uns sustos, esta ordem não mudará.
Dia da Música
Decerto que hoje em muitos lugares deste mundo se está a celebrar este dia. Desde programas organizados, a iniciativas pessoais. Isto porque a Música é respeitada e valorizada, porque faz parte da Cultura, porque se sabe ser essencial. Não o é porém, aqui por estas banda. Em Portugal, creio, as celebrações deverão ser de carácter individual, porque tal como os outros, gostamos de música, mesmo que alguns de gosto duvidoso, mas isso é com cada um. Oficialmente não se passa nada, porque para os surdos que poderiam decidir, insanos que são, não tendo o dom de escutar, não poderão dançar, nem bater palmas, a Música é pois, para estes, um filho de um Deus menor. Têm os nossos dirigentes o estranho dom de tentar fazer esquecer ou banalizar, vultos da nossa música, que os de lá de fora admiram. Tal com diz Saramago num dos seus cadernos, por ocasião da notícia de que as suas obras estavam a bombar em Itália, Alemanha e Espanha - de Lisboa, capital da Cultura, nada. Corria o ano de 93.
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