segunda-feira, 11 de junho de 2012

e as vacas é que são loucas?

Afinal a vaca enganou-se. Mas isso não vem ao caso. Ontem, indignei-me perante o cenário de um neto, acompanhado do babado pai,  a correr direito ao avô, dizendo-lhe todo contente - Portugal perdeu, avô !!! Pasmei com esta doentia forma de levar ao extremo aquilo que afinal não passa de uma raiva estúpida fundamentada nas origens clubisticas dos jogadores. Caso para dizer que, com amigos destes, quem precisa de inimigos?

T2

de tanta fotografia tirada, enchi o meu cantinho dos retratos, afinal sem que desse por isso armazenei mais de cinco mil fotos, em cerca de um ano. pelo que houve que arranjar espaço noutro local:

aqui: http://cantinhodosretratosdois.blogspot.pt/

entrem à vontade :)

sábado, 9 de junho de 2012

Bandeirinhas

Quando em 2002 (velhos tempos) rumei ao Recife, em pleno Mundial na Coreia, pasmei com a euforia brasileira. Em cada janela, automóvel, montra, parede, uma bandeira. A Ordem e Progresso estava por todo o lado, inclusive nas roupas, que, no caso dos bikinis, era difícil caber tanta letra. Pensava eu - alguma vez lá no meu Portugal seria possível tal folclore? Não! Nunca! Mas eis que os iluminados dirigentes tugas, habituados que estão só ao melhor, pescam o Scolari para levantar a nossa selecção e eis que Scolari pede bandeirinhas, os chinesas fabricaram-nas, e os tugas, assim como que numa de mega-piquenique, vá de pendurar bandeiras. Muda-se o treinador, mudam-se os tempos, e mudam-se as circunstâncias. Hoje, poucas bandeiras se vêm por aí. A camisola é vestida na cena comercial, e pouco mais. Os maus desempenhos dos rapazes, a falta de algum recato nos tempos em que o que se pode considerar exibição pode ferir e ofender quem não sabe o dia de amanhã, atiram para o plano da desconfiança, o sentimento pela nossa equipa. A malta até quer acreditar, gritar golo, vibrar, mas, existem muitos pontos incómodos... e depois logo o primeiro jogo com os alemães, os da Merkel. Não há forma de separar a bola da realidade. Serão estes rapazes, daqui a pouco, responsáveis pela euforia nacional, ou pelo regresso ao cair-na-real. Decerto Passos, Relvas estarão a rezar neste momento por uma vitória. Daqui a pouco, se saberá se os nossos rapazes, treinador e restante comitiva, são merecedores da nossa confiança. Saberemos se merecem gastar os tais milhares de euros por dia. Daqui a pouco saberão eles, se aos olhos do tuga comum, serão bestas ou bestiais. Como não tenho nenhuma vaca, nem nenhum polvo para me tirar a dúvida, só me resta esperar o fim do jogo, para saber se vou ao armário buscar a bandeira, ou se a deixo ficar por lá. Guardadinha. Se bebo mais uma mine e me lixo para o resto, ou se volto a pensar no resto.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

amoladoooooooooorrrrr

Hoje passou um na minha rua, de gaita em punho, e ferramenta preparada para dar voz de corte a qualquer lâmina de faca ou tesoura. Recordei-me tempos em que na casa dos avós paternos, na capital, ali próximo da Almirante Reis, me punha á janela mal escutava aquela harpejo anunciando a presença do homem das facas. Incrível, a inversão consumista - antes os serviços iam à porta das pessoas, não apenas o homem das facas, mas também o do peixe, o da mercearia, a vendedeira das roupas, das frutas, tudo viajava ao domicílio. E os restantes, tudo por ali perto. Lembro-me do sapateiro ali à esquina, a drogaria, a casa de ferragens, do talho, a retrosaria, até a mais que visitada loja dos discos. Hoje, tristemente, se preciso de um pacote de arroz, tenho de pegar no carro e juntar-me à manada dos que rumam aos grandes espaços, porque à minha porta só passa... o amolador. Que parolos somos. Duplamente, porque julgamos que somos modernos, e que temos qualidade de vida.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

é menino ou menina?

Conheço a C há muitos anos. Depois de um casamento acabado, e de uns quantos namorados, juntou a C os trapinhos com outra mulher. Mulher que, tenta tanto quanto possível afirmar a sua masculinidade, seja no modo como anda, como veste, e até na fala. Apresentaram-se as duas na minha frente, a fim de me transmitirem alguns dados. A C apenas me cumprimentou, meio que a medo. A mulher da C é que falou, e falou na voz mais grossa que consegui, enquanto fui tomando notas das informações, e no final exclamei - é tudo, meninas, depois digo qualquer coisa. O rosto amedrontado da C transformou-se em rosto de terror. Os olhos da mulher da C pareciam raios que caso o fossem, me fulminariam num ápice. Pensei - o que foi que eu disse? Ah, exclamei internamente - meninas. A mulher da C deve ter achado que eu estava no gozo, ou com preconceito. Mas não, não estava. Para mim, tinha na minha frente duas mulheres, às quais, simpaticamente chamei de meninas. Decerto que no BI da mulher da C consta que não estou enganado - é de uma mulher que se trata. Quanto às suas preferências sexuais, isso é lá com ela. Cada um com a sua. Em vez de me fazer aqueles olhares de faísca, a mulher da C deveria virar-se para o criador, isso sim, que a fez rapaz em corpo de rapariga.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

afinal vou falar... muita parra...

Tinha dito que não, no entanto, e não fugindo o assunto ao típico comportamento tuga, o caso é de comentar, tanto mais, porque quanto mais nos apelam à poupança, a mudar de hábitos, e de vida, mais obscenas se tornam algumas realidades.  Estamos perante um conjunto de jovens ligados ao desporto, que vão representar o nosso país, lá fora. Não se cansam os jornalistas, e as publicações mediáticas de enaltecer o parque automóvel dos craques, as suas roupas caras, jóias e relógios que custam mais do que um apartamento. Falam também da folgas, das saídas, dos hobbies e dos gadjets dos rapazes. Dão-lhes estatuto de celebridade, passeiam de charrete, almoçam na instituição, e vão ao beija-mão do presidente. Estranho que não tivessem ido a Fátima. Serão o grupo que mais vai gastar na sua estadia durante a competição, assim como quem vai à Eurodisney e se hospeda no hotel da bela adormecida. Diz-se que 6 vezes mais que a Espanha. Ahhh, e no meio disto tudo - jogam à bola. Mal, mas jogam.
Os rapazes desta selecção lembram-me o meu recente telemóvel, que filma, faz fotos, tem rádio, MP3, calculadora, conversor, GPS, internet, e bláblláblá, mas nem por isso é muito competente para a função para a qual foi concebido - perde rede com facilidade. Assim são eles, os da bola, perdem com facilidade. Duas provas de que o essencial se perde na imensidão do supérfuo.


sábado, 2 de junho de 2012

já não tenho paciência...



... para nada disto. Nem sequer para comentar.