quinta-feira, 15 de março de 2012

domingo, 11 de março de 2012

Apoiado

Uma das regras de ouro que aprendi nas minhas andanças em passeios com tempero a aventura, foi a de não deixar vestígios da minha passagem pelos locais. Nada difícil se pensarmos com um mínimo de civismo, ou seguindo aquela recomendação de alguns sanitários públicos - deixe este local como gostaria de o encontrar. Continua a ser muito difícil para mim, entender o porquê de existirem pessoas que teimam em emporcalhar o ambiente nem que seja com uma ponta de cigarro, quanto mais com sacos contendo restos de comida e afins. Decerto será também difícil para quem se deu ao trabalho de afixar esta folha, pela Arrábida fora, porque doi olhar o contraste entre a beleza da paisagem natural, e a imundice provocada pelos ditos Porkus Immundos. Todavia, não creio que o texto venha a modificar comportamentos nos cujos, dado que os porcos não sabem ler. Além de porcos são estúpidos.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Noite da Mulher

Crise à parte, eis que o restaurante estava totalmente reservado. Seja porque o preço era convidativo, ou porque há que comemorar a qualquer custo, e o custo já o disse era módico. O espaço foi literalmente invadido pelo sexo feminino, em busca em busca de alegria, coisa que cedo chegou, ao virar das primeiras sangrias. E a temperatura lá foi aumentando, na medida em que desciam as bebidas, as luzes se reduziam, a música aumentava de ritmo e de volume, até se chegar ao ponto máximo da noite - quando anunciei A música dedicada a todas as presentes, you can leave your hat on onde tentei plagiar o melhor que pude o Joe Cocker, enquanto uma boa meia dúzia de mulheres imitava a Kim, algumas em cima das mesas, para contentamento da pouca rapaziada que por ali estava. Pobre de mim, que apesar de colocar o pessoal a tirar a roupa, não me pude permitir ao desfrute do olhar, dado que tinha que estar atento à letra e à execução. Ossos do ofício...

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia da Mulher

E porque não o dia do Homem? Se segundo dizem o Homem nasceu primeiro? Afinal a Mulher, a fazer em supostos entendidos provém de uma costela do Homem. Caminhando por este raciocínio, perigosamente se poderá concluir que sendo a Mulher (não todas) algo maravilhoso (retiro o não todas,e coloco algumas), mais maravilhoso será aquele de onde ela, a Mulher se formou, o Homem. E aqui podemos estar perante um resvalar narcisista mais ou menos assim - se um homem adora a Mulher que é feita da costela do Homem, então o homem vai auto-adorar-se. Puro canibalismo, se imaginarmos a coisa mais profundamente. Rejeito portanto, e radicalmente a teoria da costela. O que me leva à velha questão do ovo e da galinha. Seja como for, hoje é o dia da Mulher, no qual estarei interventivo. Ao que sei esperam-me umas boas dezenas de bem dispostas e barulhentas

mulheres para mais logo, ao jantar. Brincadeiras áparte, a Mulher merece o Seu dia. Aqui fica o meu agradecimento. Quanto ao dia do Homem, quem sabe um dia alguém o inventa, e lá se consegue mais um pretexto para uma farra.

terça-feira, 6 de março de 2012

Perfeito

Dizia-me um ilustre amigo, há uns anos ser fã do Roberto Carlos, pois as suas letras expressavam exactamente o sentir feminino. Retorqui que não só, que Chico Buarque, até numa forma superior sabia sentir o que sente a Mulher e colocar em letra e música, qual delas a mais bonita. E por aí veio também à baila o Vinicius, e a Betânia. Não me lembrei deste outro colosso da MPB, o Ivan Lins. O que leva a concluir que no que toca a entender o que vai por dentro do ser Mulher, os nossos irmãos são perfeitos mestres. Que o digam todas as obras primas editadas ao longo de décadas, canções nas quais, cada um de nós, se revê, nesta ou naquela. Umas vezes mais, umas vezes muito. Nós por cá, vamos fazendo a festa com a Adelaide Ferreira, e o seu papel principal.

sábado, 3 de março de 2012

dos Prazeres dos Momentos

Mais um momento, feito página, do livro dos bons momentos que a vida me vai permitindo viver. Saborear as conversas com quem já se partilhou tanta estrada, recordar os momentos passados, saber de novos planos e rumos. Partilhar as canções, assim como quem joga conversa, sem ensaio nem combinação prévia. Inventar solos, segundas vozes, faz tudo parte do bouquet dos pequenos afluentes do rio. Uma boa noite que deixou água na boca para a próxima, que se adivinha bem mais íntima. Será a do núcleo duro.

Incríveis semelhanças



Aparentemente as duas imagens acima são iguais. E são. Contudo existe uma subtil deferença não detectável a olho nu. E essa diferença consiste na data e hora em que ambas foram tiradas - enquanto que a primeira foi tirada mal o jogo tinha acabado, a segunda foi lá pela madrugada, após a saída do porteiro. O resto, é tudo igual, o palco, e os artistas do costume.