Não fosse ele um jogador de futebol sobejamente conhecido, e o seu apelo angustiado perante o drama que se abateu sobre o seu pequeno filho, não sairía cá para fora, ou saindo, pouco se propagaria, e certamente seria ignorado, na pessoa daqueles que fossem tocados com o rogo. Egoístamente virariam a cara para o lado, porque afinal, o problema não era deles. Este é o cenário real dos anónimos, dos não famosos, daqueles que não estão expostos e visíveis, mas cuja dor na tragédia, em nada difere das outras dores. O exemplo de adesão que está a ser dado, por todos os que corresponderam ao apelo desesperado deste pai, deveria ser continuado, dada a facilidade com que hoje, se pode propagar a notícia. Desta continuidade, se provaria que afinal as pessoas não são egoístas, e que dão valor à Vida, e não se prendem apenas naquelas ondas mediáticas, que cansamos de ver por aí. Ser solidário, é ser-se sempre. Tal como a verdadeira amizade, que se faz presente sempre que se torna necessária.segunda-feira, 21 de novembro de 2011
ser solidário
Não fosse ele um jogador de futebol sobejamente conhecido, e o seu apelo angustiado perante o drama que se abateu sobre o seu pequeno filho, não sairía cá para fora, ou saindo, pouco se propagaria, e certamente seria ignorado, na pessoa daqueles que fossem tocados com o rogo. Egoístamente virariam a cara para o lado, porque afinal, o problema não era deles. Este é o cenário real dos anónimos, dos não famosos, daqueles que não estão expostos e visíveis, mas cuja dor na tragédia, em nada difere das outras dores. O exemplo de adesão que está a ser dado, por todos os que corresponderam ao apelo desesperado deste pai, deveria ser continuado, dada a facilidade com que hoje, se pode propagar a notícia. Desta continuidade, se provaria que afinal as pessoas não são egoístas, e que dão valor à Vida, e não se prendem apenas naquelas ondas mediáticas, que cansamos de ver por aí. Ser solidário, é ser-se sempre. Tal como a verdadeira amizade, que se faz presente sempre que se torna necessária.domingo, 20 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
so this is Christmas?
Ao contrário do que aconteceu em anos recentes, muito antes do São Martinho, nos lembrava a publicidade, nos meios de comunicação, da aproximação do Natal, embora próximo ele ainda não estivesse, porque se findava o Verão. Este ano, seja por estratégia, ou por efeito troyquinano, não sinto tantos bombardeamentos publicitários, como outrora, e já estamos a pouco mais de um mês do dia santo. Embora, segundo as informações que tenho, a malta continua, mais do que a comprar, a consumir. Não gosto do Natal-consumo. O Natal, tornou-se comercial, banalizou-se como qualquer outro dia de moda como aquelas fuleirices do Haloween, dias de namorados, e afins contra os quais, por aqui já me manifestei. Não sendo eu, um adepto fervoroso da fé, admito e assumo, que tenho a minha fé. Aquela fé, muito íntima que de tão íntima, e fazendo juz à palavra, para aqui não é chamada. Todavia, entendo o Natal, ele também, íntimo. Reservado. Em comunhão. Discreto, parco, humilde. Esse é o Natal que pratico. E aquele que para mim faz sentido. Mas o que temos? Melhor, o que temos tido? O inverso. O Natal, trannsfigurou-se, e perdeu a sua verdadeira essência. Tornou-se num veículo de sugar dinheiro. Para as compras, os presentes para a tia, as peúgas para o avô, o cd para a fulana, o bibelot à sicrana. E filhos sem aquelas últmas tentações tecnológicas? Nem pensar. Há que ginasticar a finança. Depois vêm os enfeites, as luzinhas chinesas, com aquelas músicas horriveis que parecem sirenes irritantes. O Natal de hoje, é um travesti, despesista, e poluidor. Vejam-se os contentores do lixo no dia 26/12. Vejam-se os rores de comida que sobra. Vejam-se as ofertas que se dão, sem amor e sem carinho, só porque fica bem e é costume. Ofertas essas quantas vezes escolhidas ao calhas. Esfregam as mãos de contentes os chineses, e os belmiros deste país. O cenário, invocando um pouco quem deu sentido ao Natal, retrata-se naquele célebre templo onde Cristo correu os vendilhões a pontapé. Neste contexto, cabe a quem deve, colocar ordem na cocheira. E neste caso, aqui teríamos uma boa oportunidade para a Igreja exercer uma acção pedagógica, em defesa dos valores que diz defender, e em rigor, devolver ao Natal o seu verdadeiro e único espírito. Hoje, os adultos que ainda sabem o que é o Natal, não se preocupam nem fazer valer O Natal, nem em explicar aos mais novos, o que é O Natal. E para esses, os mais novos, o Natal só tem um sentido - um videogame, ou assim. Em tempos de crise dos valores financeiros, enaltecer outros valores, seria de todo, mais que colocar a as coisas em ordem, dar sentido à Palavra. Caso para dizer - quem cala, consente. ou - fale agora, ou cale-se para sempre. Amen.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Heróis do Mar
Quizera eu ter outro sentimento, mas não o sinto. Logo, não o tenho. Por mais que me custe sentir que não sinto, constato e assumo que apenas me dá aquela pontinha de orgulho que esconde uma disfarçada comoção, escutar o Hino Nacional, nos jogos da Selecção. No restante, naquelas fantochadas solenes e sonolentas das comemorações e efemérides da República, apenas me vem aquela sensação de mofo, de bafio, dos tempos em que a televisão era a preto e branco. Diria até mais - que os mofentos de hoje, não são dignos de escutar o Hino, tal como o não eram os bafiosos dos anos sessenta. Os primeiros porque incompetentes são, e os segundos, porque fascistas eram. Como bons portugueses que são, os nossos rapazes, deixando tudo para a última, só conseguiram apuramento in extremis mas diz-se que assim sabe melhor - sofrer até ao fim. Ficam bem na fotografia, o Paulo Bento, o Cristiano e o resto da rapaziada. Ficam mal, o Queirós, e os meninos que amuaram. Estes também não merecem ouvir o Hino. E este último que se escutou, ontem, no final dos 6-2, teve um sabor diferente. Afinal a única alegria lusa dos últimos meses. Mesmo tendo com o palco, o inferno da Luz.
Quem sabe um dia, me venha a orgulhar de escutar o meu Hino, em outras situações. Sei que é um bocado utópico. Como diz o Rui Veloso, na música do Jardel - mas isso já eram sonhos a mais.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
conta-me com foi
Mudámos dos telegramas e bilhetinhos, para os mails e sms; das máquinas de escrever para os pc's. Tantas coisas mudaram, por entre as gerações, mesmo até as moscas, e eventualmente, a outra substância. Contudo na essência, mudar, mudar, até nem por isso. Mudaram-se os tempos, mas não as vontades. Nos anos sessenta, pouco mais se sabia de Portugal, além Badajoz, do que Amália e Eusébio. Do restante que por aqui se passava, de tão vergonhoso que era, bem melhor seria, os da estranja, não saberem. Nos dias de hoje, a escassos dias de sabermos se o nosso Fado será aceite como património mundial, e em dia de importante jogo de bola, continua a divulgação para lá da fronteira, concentrada no CR7, e no Fado. Do restante que por aqui se passa, de tão vergonhoso que é, bem melhor seria, os da estranja, não saberem. A diferença é que sabem. Sabem, e bem. E bem melhor que nós. Daí o manguito. Que nos fazem, os da estranja.segunda-feira, 14 de novembro de 2011
acompanhar o mercado
Já lhes tinha estranhado a falta de comparência. Pensei até que fosse medida de austeridade, fruto das troikadas. Dos anúncios de brinquedos natalícios, apenas a Popota se ergue constantemente, no universo da publicidade que ainda teima em nos assediar, em apelos sucessivos ao consumismo irracional, e levar-nos os últimos tostões. Mas afinal o que eu estou é desactualizado, démodé. A presença da minha sobrinha, na minha casa, levou-me até ao Disney Channel, e lá estão eles em força - os anúncios. Aproveitei para me actualizar, pelo que fiquei a saber que existe uma Barbie baby-sitter, e outra, cabeleireira. Talvez não fosse má ideia, lançar no mercado outras versões de acordo com os tempos que se avizinham - a Barbie desempregada, a rendimento mínimo, a rasca, a indignada...domingo, 13 de novembro de 2011
Idade da Inocência
Decidiu a minha mãe, ontem enviar-me esta fotografia. Mimos maternais, que mesmo passados mais de cinquenta anos, não param de surpreender, e sabem tão bem. Afinal quem não gosta de mimos... Talvez para me relembrar dessa relação mãe-filho, talvez para me dizer como éramos belos, à época, talvez para me dizer - olha como éramos tão inocentes. Obrigado, mamã.
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