terça-feira, 6 de setembro de 2011

motoqueiros vc Motards

No passado domingo deambulei pela vila de Cascais, com as obrigatórias incursões ao Guincho e à Boca do Inferno. Gostei muito de rever todos os locais, há muito não visitados. Irritantes foram as moscas na esplanada, e acima de tudo os motoqueiros da Linha, que por motivo que desconheço, usaram e abusaram dos seus aceleradores nas suas passagens a 20 à hora pelas ruas da vila. Não sei se é algum complexo de potência que esta gente tem, mas que eles têm um problema lá isso têm, os motoqueiros da Linha, porque os motards são gente civilizada, e certamente não necessitada de exibir a sua potência num punho de uma mota, produzindo apenas... ruído.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Land Rover Defender


não gosto




gosto

A tradição não será o que era. O novo Defender vai ser um Land Rover amaricado, e com tiques de SUV, totalmente despojado do traço que despertou paixões durante cinco décadas.




preconceito ou conservador?

As salas de espera - e algumas sanitas - são o meu local de contacto físico com as revistas cor de rosa. Numa delas leio um pequeno comentário "Elton John e o seu marido". Por mais anos que viva, por mais anos de conhecimento das preferências sexuais do autor de Your Song , nunca me vou acostumar a estas modernices, de tempos ancestrais. É que embora na prática não exista qualquer diferença, uma coisa é sê-lo, outra coisa é sê-lo e exibi-lo, por mais que se invoque o direito à liberdade de escolha, e de modo de vida. Pois quando se necessita de fazer publicidade à felicidade, é porque a mesma está ou é doente.

baby day

Começou bem o meu dia de aniversário, precisamente à meia-noite em ponto, quando, estando a tocar, um grupo de amigos se levanta e começa a cantar-me os parabéns. O resultado foi o contágio a todos os presentes na esplanada, que, conhecidos ou não, se juntaram ao coro. Some-se a isto, um bolo oferecido por mão amiga, e caipirinhas com fartura, e a festa prolongou-se até às duas. Como diz a minha t-shirt com um Homer Simpson - never old to rock.


sábado, 3 de setembro de 2011

foi bonita a Festa, pá!

Dizem que não há festa como esta. E não há. Pelo menos no rectângulo, Portugal. Conheço-as através do anos, desde a primeira. Atravessei os caminhos da Fil, do Jamor, Ajuda, Loures, até o Avante estacionar de vez na Atalaia. E digo com algum desalento, a Festa é o espelho do partido que a promove - não evoluiu. Dirão os camaradas que é mesmo assim, que faz parte de ser a linha dura, a mesma linha que intitulava a RDA como um paraíso. Não obstante a estagnação do modelo de Festa, o que apenas tem a ver com a liberdade de escolha dos seus duros organizadores, o que me faz mesmo confusão - sempre fez - é a promiscuidade que continua a existir, e que ainda hoje assisti, no aglomerado de tendas de campismo instaladas dentro do recinto da Festa, onde tudo ao molho convivia em triste comunhão - as ressacas, os já empiélados, as ganzas cujo cheiro é inconfundível, as garrafas vazias amontoadas, junto com as crianças, os cotas mais velhos que eu, tudo na mesma panela. Este tipo de convívio à woodstock já era, camaradas. E mais, a um partido que se reclama defensor dos direitos das pessoas, cabe-lhe em rigor da coerência, e da pedagogia, não permitir estes cenários, que já fazem, tristemente, parte da colecção de bandeiras da Festa, tal como a Carvalhesa. Fingir que estas situações não se passam dentro do perímetro da Festa, só ensombra tudo o resto e de bom que se vive nestes três dias, por mais que o digam não ser. Não fazer nada para mudar a situação, tem contornos de tolerância ao modo-bordel. Fazer alguma coisa teria efeitos devastadores na venda de EP's, contudo, decerto atrairía outro tipo de visitantes à Festa dado o seu inegável valor cultural.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ricardo Carvalho - O DRAMA

Disse que foi desrespeitado e ala que lá vai ele. Num país onde aquilo que mais acontece é o desrespeito por coisas sérias, RC amuou e foi-se embora. Não direi que é desertor, mas no mínimo é mimado e infantil. RC que até aqui tinha tido uma conduta exemplar, fora das quatro linhas, porque dentro, já o sabemos, é-o de igual forma, deu um exemplo que não se deve dar. Porque é suposto ser responsável pela sua escolha de defender a Selecção do seu país, ao ser escolhido. Não se discute aqui se a alegada decisão do selecionador está correcta, mas sim uma birra do tipo - se o jogo não é como eu quero, então não jogo. Uma equipa, não tem lugares cativos, RC devia saber isso. Num momento em que todos os portugueses que verdadeiramente trabalham são desrespeitados, violados, saqueados, devedores de débitos que não contraíram, uma figura mediática como RC, devia no mínimo aguentar caladinho, deixar acontecer o jogo, e mais tarde entender-se com o treinador, se for esse o caso. A atitude tomada tem um quê de arrogância - não preciso disto para nada, sou o xpto do Real, misturada com um sabor de derrota pessoal, porque RC desistiu, sem ter ido a jogo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

La Bohème



Et voilá, hoje o post é dedicado à mamã. Bem! Podemos incluir por aqui outras mamãs. O coração é grande. E dedico-o também, afinal ao que devia ser tão óbvio, como obrigatório será pedirmos um big-mack e um sumo, pagarmos, e, recebermos um big-mack e um sumo... Explico, ao fim de umas quantas cruzadas nas urgências do hospital, alguém rompeu com as novas normas de contenção e decidiu internar a pessoa minha mãe com o comentário genial - mas como é a senhora se deixou ficar neste estado. Partindo do princípio que todos erram, dispenso aqui, e desde já, o uso de um pano encharcado nas trombas daqueles que, se borrifaram nas suas responsabilidades. Ultrapassados falhas de palmatória, tais como a tentativa de ministrar a medicação errada e outro erro de identificação que quase valeu uma espécie de extraditação de Almada para o Barreiro, o saldo, por agora é mais que positivo - a mamã está a ser tratada, Viva! Até já está melhor, Viva!! Está numa enfermaria, recatada, e com vista para a Arrábida, Viva!!! E por isso, porque o atendimento ao qual tem direito, como ser humano e como contribuinte desde jovem, lhe foi prestado, mesmo que à laia de esmola, e tirado a ferros, sinto-me aliviado. Daqui lhe dedico um tema que sei ser dos que mais gosta. Porque não são só as mães que sabem tudo sobre os filhos. Os filhos, também podem, e devem saber tudo sobre os seus pais. Se não for tudo, que seja alguma coisa, e que essa alguma coisa seja relevante. A toi.