domingo, 4 de outubro de 2009
tirou-me as palavras da boca - lá como cá
Seagull
Não vou à praia por calendário. Vou à praia, pelo apelo do mar, seja a que hora for, e havendo condições, leia-se menos que mínimas, vou a banhos. Talvez tenha sido gaivota noutra vida.Hoje tive um feeling matinal, de que o tempo estaria bom para mergulhos. E não me enganei.
Tratei de aproveitar antes da chegada do período de hibernação.
No regresso avistei as ruínas daquilo que em tempos foi a melhor discoteca da zona - o Seagull.
Totalmente destruída num estranho incêncio em 1998, esta discoteca decerto faz parte das recordações de muitos assíduos, que tal como eu recordei hoje, se lembrarão de como era único curtir U2, Stones, Billy Ydol, Whitesnake, Lou Reed, and so on..no deck, de copo na mão, e aquele marzão todo à volta, e só regressar a casa ao amanhecer...
Estranho continua a ser, que passados quase doze anos, as ruínas ainda ali estejam a (des)integrar a paisagem.
Mais um exemplo da pegada Lusa.

sábado, 3 de outubro de 2009
Solidão

gente nova

Noite boa, ontem, no Bispo. Temia-se pelo ambiente da sala, pois havia uma reserva de uns quantos jovens. Uma mesa para 20. Nestas andanças, tenho observado que os grupos de jovens, mas não só, cometem alguns excessos alcoólicos, e muitas vezes, um grupo numa sala, torna-se barulhento, e o corropio de levanta sai e entra, para fumar um cigarrito ou falar ao telemóvel, afecta os restantes presentes.
Confesso que por vezes o ambiente, nestes casos, fica díficil de digerir. O grupo faz a festa, atira os foguetes e apanha as canas, mas faz parte. Acostumei-me a observá-los e fazer o meu trabalho o melhor que posso, dadas as circunstâncias, pois, por vezes nem me consigo ouvir.
Realmente, o grupo era jovem, com idades entre os 16e 19, presumo. No início houve aquele tagarelar prefeitamente normal, mas nada de excessivo. Deixaram-se embalar pelos refrões do Rui Veloso, Palma, Ala do Namorados, Paulo Gonzo, Xutos e por aí fora, cantarolando, e contagiando a sala. Educados, ajudaram a que a noite tivesse aquele tempero mais descontraído que só se tem nessas idades. E deixaram a confirmação de que estas novas fornadas de gente, tem valor, educação, e sabem comportar-se. Houve uma total adesão do resto da sala durante toda a noite, para surpresa de muitos, e a lição de que não devemos julgar por antecipação.
Voltem sempre.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Ir ao Doutor
Hoje foi dia de visita ao Doutor. De rotina. Para ver se os níveis do corpo que habito, têm resistido aos amargos e doces de boca, que lhe mando para dentro. Afinal se somos atentos às revisões do nosso automóvel, devemos sê-lo com a nossa carcaça, pois afinal esta é a que possuímos, e não me consta que se possa trocar por outra, nem que existam incentivos para abate. Por isso toca a verificar o colesterol, a tensão, o ácido úrico, os triglicerídeos, os diabetes, a próstata, o peso. Ufa!!!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Atchim !

Temos andado entretidos e distraidos, pela comunicação social, com alguns fait divers que desviam a nossa atenção em relação à gripe A, no caso de haver real risco de pandemia.
As eleições, as escutas, os submarinos, ocupam quase todo o espectro noticioso.
Deveria haver mais informação e prevenção. Mais presente e constante. Firme quanto baste. Não alarmante, mas consistente. Mandar a malta votar com caneta pessoal até pegou, mas, e o resto? O que se tem dito não chega, e é ignorado pela esmagadora maioria das pessoas. Receio que no caso de propagação galopante, haverá pânico, histeria, e excessos. Somos um país sem meio termo, ou é 8 ou 80. Basta recordarmos os dias em que Portugal esteve uns dias com menos combustivel, por via da greve dos camionistas, e imaginar a malta a barricar-se em casa, não sem antes abastecer o bunker com medicamentos e comida, tanto quanto conseguirem. São os dos 80.
Facilitar pode resultar num caos. Se pensarmos em pura aritmética, em que 1 pode contaminar 3 em 24 horas, ficamos com um número assustador: 2187 numa semana. A observação da evolução da doença, e das medidas aplicadas, em países mais a norte que o nosso, pode ser fundamental.
A leitura da notícia abaixo, foca o impacto económico de uma possível pandemia que, a acontecer, coincide precisamente com a época do pico de vendas: o Natal.
Será pouco provável que quem de direito, venha a público desaconselhar as deslocações aos espaços comerciais, onde certamente teremos mega concentrações de gente constipada, a tossir e a espirrar. Estes locais serão os principais potenciais depositários do vírus. Senão vejamos - desde o manuseamanto colectivo de artigos; do dinheiro de mão em mão; da colocação das mãos num corrimão, cadeira, mesa; da proximidade das pessoas; da permanência em espaço fechado.
Será que vamos andar todos de luvas e máscara? Preservativados? Amuquinados?
Já decidi:
O melhor é fazer as compras de Natal, no São Martinho. E de manhã. Sempre tem menos malta. A tossir e a espirrar.
"Mais do que espirros ou dificuldades respiratórias, a gripe A está provavelmente a causar alguns “ataques de nervos” aos economistas, que ainda não perceberam qual será o seu verdadeiro impacto na economia e se será motivo suficiente para nos fazer mergulhar por mais tempo num clima de recessão.
Para já, o custo económico da gripe está a ser marginal, na ordem dos 0,002 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, segundo um estudo da Natixis.
Mas a história mundial já mostrou, por várias vezes, que as doenças não necessitam de se manifestar a uma grande escala nem de ter uma grande virulência para terem impacto nas economias. Com o Outono à porta no hemisfério Norte, o efeito de uma segunda vaga de gripe poderá ser bem maior do que o até agora ocorrido, porque coincidirá com o momento em que as várias economias começam a sair da crise e com a forte época de vendas que é o Natal.
Um estudo da Deloitte, em colaboração com a Intelligent Life Solutions, já contabilizou alguns dos possíveis custos da pandemia para o nosso país. De acordo com a projecção, o absentismo laboral motivado pela infecção com o H1N1 poderá originar uma redução do PIB nacional entre 0,3 e 0,45 por cento, um valor que pode oscilar entre os 490 e os 740 milhões de euros.
Do lado dos empresários já se levantaram vozes de receio, de que a gripe acelere as falências. A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal estima que milhares de estabelecimentos fechem temporariamente as portas, como consequência de um pico de pandemia."
Revismarket
